Por que a cidade mais cara da Europa está lotada de turistas felizes? Depois de visitar mais de 300 destinos, Copenhague me surpreendeu de forma única. Não pelos monumentos – mas por ensinar que é possível ser feliz pedalando no frio de -2°C, ou sentado em um café iluminado por velas quando o sol se põe às 15h30.
Vou ser direto: Copenhague custa o dobro de Paris. Uma cerveja? €8. Jantar simples? €25. Hotel? Mínimo €90/noite. Mas aqui está o segredo que descobri conversando com brasileiros que moram lá: existe uma forma de explorar a capital mais feliz do mundo gastando 40-60% menos – e vivenciando experiências que nenhum dinheiro compra.
Neste guia completo, vou revelar como vivenciar hygge autêntico (o conceito que explica por que dinamarqueses são tão felizes), onde encontrar design escandinavo verdadeiro sem gastar fortunas, como pedalar pelos 390 km de ciclovias como um local, e as estratégias exatas que usei para economizar €600 em apenas 4 dias. Se você acha que Copenhague é só para ricos, prepare-se para mudar de ideia.
Pronto para descobrir por que sua viagem a Copenhague pode ser a mais transformadora da sua vida?
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Por Que Copenhague é um Destino Imperdível
Antes de mergulhar nos detalhes práticos da sua viagem a Copenhague, preciso explicar o que torna esta capital dinamarquesa tão especial. Não é exagero dizer que Copenhague está redefinindo o que significa ser uma cidade moderna e sustentável no século XXI.
Copenhague em Números que Impressionam
A capital dinamarquesa tem aproximadamente 650 mil habitantes na área central e cerca de 1,3 milhão na região metropolitana. Mas os números que realmente chamam atenção estão na qualidade de vida: a Dinamarca aparece consistentemente entre os três países mais felizes do mundo, Copenhague possui 390 quilômetros de ciclovias perfeitamente integradas (mais de 62% dos moradores pedalam diariamente ao trabalho), e a cidade promete alcançar neutralidade de carbono até 2025.
Em 2024, Copenhague registrou aproximadamente 11,1 milhões de pernoites, com cerca de 7 milhões sendo de turistas internacionais. A cidade também é capital mundial do design escandinavo, lar do lendário restaurante Noma (eleito cinco vezes o melhor restaurante do mundo), e uma das cidades mais seguras da Europa. Os dinamarqueses têm tamanha confiança na segurança que deixam seus bebês dormindo em carrinhos na calçada enquanto tomam café tranquilamente dentro dos estabelecimentos – esse nível de paz social é raro no mundo.
Os Cinco Elementos Que Tornam Copenhague Única
Durante minha viagem a Copenhague, identifiquei cinco características que você não encontra juntas em nenhum outro destino europeu:
Hygge – A Filosofia Dinamarquesa da Felicidade: Este conceito sem tradução exata em português combina aconchego, bem-estar, simplicidade e presença no momento. É acender velas durante o café da manhã mesmo em dias ensolarados, conversar com amigos sem pressa em um café aconchegante, ou ler um livro enquanto a chuva cai lá fora. Os dinamarqueses queimam mais velas per capita que qualquer outro povo no planeta, e hygge explica boa parte da felicidade nacional.
Design Escandinavo Autêntico: Linhas limpas, funcionalidade, minimalismo e materiais naturais definem o design que nasceu aqui pelas mãos de mestres como Arne Jacobsen, Hans Wegner e Bjarke Ingels. Em Copenhague, isso não está apenas nos museus – está nas cadeiras dos cafés, nas luminárias das ruas, na arquitetura dos prédios. Você vive o design escandinavo em cada esquina.
Cultura das Bicicletas: Com mais bicicletas que carros, Copenhague leva o ciclismo a sério de uma forma que impressiona até quem já visitou Amsterdã. A infraestrutura é impecável: ciclovias largas e separadas do trânsito, semáforos exclusivos para ciclistas, pontes dedicadas apenas para bikes. Pedalar aqui é seguro, rápido e faz você entender por que 62% dos copenhaguenses escolhem a bicicleta como transporte diário.
Sustentabilidade Inovadora: Copenhague não apenas fala sobre sustentabilidade – ela a pratica de forma revolucionária. A cidade implementou o programa CopenPay em 2024, que recompensa turistas sustentáveis com acesso gratuito a atrações quando chegam de trem, usam bicicleta ou participam de atividades ecológicas. A meta oficial do governo dinamarquês é alcançar neutralidade de carbono até 2025, e Copenhague mostra que turismo sustentável não é futuro – é presente.
New Nordic Cuisine: A gastronomia nórdica reinventou a culinária mundial com ingredientes locais, sazonais e foraged (coletados na natureza). O Noma popularizou essa filosofia globalmente, mas você encontra a essência dela nos tradicionais smørrebrød (sanduíches abertos dinamarqueses) de qualquer esquina, nos mercados orgânicos e nos inúmeros restaurantes que abraçam a filosofia farm-to-table.
Planejando sua Viagem a Copenhague: Informações Essenciais

Antes de comprar suas passagens, você precisa entender alguns aspectos fundamentais que vão impactar diretamente sua experiência e seu orçamento. Vou compartilhar tudo que aprendi durante meu planejamento e durante os dias que passei na capital dinamarquesa.
Documentação Necessária para Brasileiros
A boa notícia é que brasileiros não precisam de visto para viagem a Copenhague e outros países do Espaço Schengen. Você pode permanecer até 90 dias em um período de 180 dias para fins turísticos. Importante: se você planeja visitar outros países europeus na mesma viagem, conte todos os dias dentro do território Schengen – são 90 dias no total, não 90 dias por país.
Checklist de Documentos
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Seu passaporte deve ter validade mínima de três meses além da data prevista de saída da Europa. Verifique isso com bastante antecedência, pois o processo de renovação pode demorar semanas ou até meses dependendo da cidade onde você solicita.
O seguro viagem é obrigatório para entrar no Espaço Schengen, conforme o Tratado de Schengen. A cobertura mínima exigida é de 30 mil euros (aproximadamente R$ 180 mil) para despesas médicas e hospitalares. Os seguros custam entre R$ 15 e R$ 30 por dia, dependendo da cobertura escolhida. Pode parecer um custo adicional, mas não economize aqui – em um país com sistema de saúde caro como a Dinamarca, qualquer atendimento médico sem seguro pode facilmente custar milhares de euros e arruinar completamente seu orçamento de viagem.
Se você está planejando sua primeira viagem ao exterior, recomendo ler nosso guia completo com todos os documentos e preparativos necessários para evitar problemas na imigração.
Quando Ir a Copenhague: A Época Faz Toda a Diferença
A escolha da época para sua viagem a Copenhague é absolutamente crucial – e falo isso com toda ênfase. Estamos falando de uma cidade onde, no auge do verão, o sol brilha até 22h com quase 17 horas de luz natural, mas no inverno escurece às 15h30 com apenas 7 horas de luz. Essa variação dramática impacta diretamente preços, experiências disponíveis e até seu estado de espírito durante a viagem.
Verão em Copenhague (Junho-Agosto) ⭐ Melhor para Primeira Viagem
Temperatura agradável entre 15°C e 23°C, mas o verdadeiro destaque são os dias incrivelmente longos com até 17 horas de luz solar. Ver o sol ainda brilhando às 22h é uma experiência surreal para nós brasileiros, acostumados com dias mais uniformes ao longo do ano. É quando a cidade está mais vibrante e os dinamarqueses aproveitam cada raio de sol precioso.
Vantagens do verão:
- Clima agradável e temperaturas confortáveis para atividades ao ar livre
- Vida intensa nas ruas, parques lotados de locais fazendo piqueniques hygge
- Possibilidade de nadar nos canais limpos de Islands Brygge (gratuito e refrescante!)
- Festivais incríveis como Roskilde Festival e Copenhagen Jazz Festival
- Todos os passeios e bate-voltas funcionando em horário completo
- Melhor época para pedalar e explorar a cidade de bicicleta
Desvantagens do verão:
- Alta temporada significa preços 50-70% mais caros que no inverno
- Hotéis esgotam rapidamente e exigem reserva com meses de antecedência
- Atrações turísticas ficam lotadas de visitantes
- Restaurantes e cafés cheios, às vezes com filas de espera
- Um quarto de hotel que custa €90 no inverno pode facilmente chegar a €180-200 no verão
Melhor para: Primeira viagem a Copenhague, famílias com crianças (confira também nossos lugares para passear com crianças), quem quer aproveitar atividades ao ar livre intensamente, e viajantes que não se importam em pagar mais para ter o melhor clima possível.
Primavera em Copenhague (Abril-Maio) ⭐ Período Ideal Custo-Benefício
Temperatura entre 8°C e 17°C. Os dias já estão ficando longos (14-16 horas de luz), as flores brotam nos jardins reais, e a cidade desperta do longo inverno com energia renovada. É quando visitei pela primeira vez e considero o equilíbrio perfeito.
Vantagens da primavera:
- Menos turistas que no verão, proporcionando experiência mais autêntica
- Preços moderados em hotéis e passagens aéreas
- Clima já aceitável para atividades externas (leve casaco e guarda-chuva)
- Jardins floridos criando cenários fotogênicos
- Copenhaguenses de excelente humor com a chegada do calor
- Possível combinar com outros destinos europeus em primavera
Desvantagens da primavera:
- Ainda pode fazer frio ocasionalmente, especialmente em abril
- Chuvas são frequentes (embora os dinamarqueses não liguem e saiam assim mesmo)
- Alguns dias nublados podem reduzir o charme das fotos
Melhor para: Quem quer equilibrar preço, clima e movimento, fotógrafos interessados nas cores vibrantes da primavera, casais em lua de mel, e viajantes experientes que sabem aproveitar qualquer clima.
Outono em Copenhague (Setembro-Outubro)
Temperatura entre 10°C e 18°C. As cores outonais transformam os parques em paisagens cinematográficas dignas de filmes escandinavos. É uma época subestimada por muitos brasileiros, mas tem seu charme particular.
Vantagens do outono:
- Cores douradas e alaranjadas nos parques (perfeito para fotografia)
- Menos turistas que no verão
- Preços começando a cair significativamente
- Ainda dá para aproveitar atividades externas com roupa adequada
- Atmosfera hygge começa a intensificar nos cafés
Desvantagens do outono:
- Dias encurtam rapidamente (o sol se põe cada vez mais cedo)
- Chuvas aumentam consideravelmente
- Algumas atrações sazonais já fecharam para o inverno
- Temperaturas podem ser desconfortáveis para quem não está acostumado com frio
Melhor para: Fotógrafos profissionais ou entusiastas, casais buscando atmosfera romântica e melancólica, e quem quer aproveitar preços melhores ainda com dias razoavelmente aproveitáveis.
Inverno em Copenhague (Novembro-Março) ⭐ Melhor para Hygge e Economia Radical
Temperatura entre -2°C e 5°C. Aqui está o segredo que poucos brasileiros conhecem: dias curtíssimos com apenas 7 horas de luz solar. O sol nasce por volta das 8h30 e se põe às 15h30 em dezembro. Parece depressivo? Para alguns, talvez. Mas é exatamente nessa escuridão que os dinamarqueses criaram o hygge – a arte de encontrar conforto e felicidade nos pequenos momentos aconchegantes.
Vantagens do inverno:
- Preços 40-60% mais baratos que no verão (economia brutal!)
- Pouquíssimos turistas – você terá a cidade quase para si
- Hygge extremo: cafés iluminados por centenas de velas, atmosfera aconchegante única
- Mercados de Natal encantadores em dezembro
- Tivoli Gardens iluminado magicamente (experiência única no inverno)
- Oportunidade de vivenciar hygge autêntico como os dinamarqueses
- Hotéis e restaurantes vazios – sem filas, sem pressa
Desvantagens do inverno:
- Frio intenso que exige roupas térmicas adequadas
- Escurece muito cedo (pode ser psicologicamente desafiador para alguns)
- Muitas atividades ao ar livre ficam impraticáveis
- Alguns bate-voltas têm horários reduzidos
- Risco de neve e gelo (use calçados apropriados!)
Melhor para: Viajantes com orçamento apertado que querem conhecer Copenhague gastando 40-60% menos, quem quer vivenciar hygge autêntico em sua forma mais pura, apaixonados por mercados de Natal, e pessoas que não se importam com frio e escuridão em troca de economia significativa e experiências únicas.
| Mês | Temperatura | Horas de Luz | Turistas | Preço Hotel | Melhor Para |
|---|---|---|---|---|---|
| Janeiro | -2°C a 3°C | 7h | Baixo | $ | Economia extrema |
| Fevereiro | -1°C a 4°C | 9h | Baixo | $ | Hygge e economia |
| Março | 0°C a 7°C | 12h | Baixo | $$ | Transição primavera |
| Abril | 4°C a 12°C | 14h | Médio | $$ | Primavera florescendo |
| Maio | 8°C a 17°C | 16h | Alto | $$$ | Ideal clima-preço |
| Junho | 12°C a 20°C | 17h | Altíssimo | $$$$ | Dias mais longos |
| Julho | 14°C a 23°C | 17h | Altíssimo | $$$$ | Melhor clima |
| Agosto | 14°C a 22°C | 15h | Altíssimo | $$$$ | Festivais de verão |
| Setembro | 11°C a 18°C | 13h | Médio | $$$ | Cores de outono |
| Outubro | 7°C a 13°C | 10h | Médio | $$ | Fotografia outonal |
| Novembro | 3°C a 8°C | 8h | Baixo | $ | Início do hygge |
| Dezembro | 0°C a 4°C | 7h | Médio | $$ | Mercados de Natal |
🌍 Qual Estação Escolher?
Toque para ver detalhes de cada época
✅ Vantagens
- 17 horas de luz
- Clima perfeito
- Nadar nos canais
- Festivais
❌ Desvantagens
- 70% mais caro
- Muito lotado
- Hotéis esgotam
✅ Vantagens
- Menos turistas
- Preços moderados
- Flores lindas
- Bom clima
❌ Desvantagens
- Ainda frio
- Chuvas
✅ Vantagens
- Cores douradas
- Poucos turistas
- Mais barato
❌ Desvantagens
- Dias curtos
- Chuvoso
- Frio
✅ Vantagens
- 60% mais barato!
- Hygge extremo
- Mercados Natal
- Sem turistas
❌ Desvantagens
- 7h de luz apenas
- Muito frio
- Escuro cedo
Quantos Dias Ficar em Copenhague?
Esta é uma das perguntas mais frequentes que recebo de leitores planejando sua viagem a Copenhague. A resposta depende do seu ritmo de viagem, interesses e orçamento disponível, mas vou dar recomendações baseadas na minha experiência:
2 dias: É o mínimo absoluto se você tem pouco tempo. Consegue ver Nyhavn, Tivoli Gardens, a Pequena Sereia, Palácio Christiansborg e talvez um museu. Mas vai ficar muito corrido e você não terá tempo para vivenciar hygge, pedalar pela cidade com calma, ou explorar bairros alternativos. Não recomendo a menos que seja uma escala estratégica.
3 dias: ⭐ Ideal para primeira viagem. Tempo suficiente para cobrir as principais atrações, fazer um roteiro completo de bicicleta, experimentar smørrebrød autêntico, visitar Christiania com calma, ter pelo menos uma noite hygge em um café aconchegante, e ainda sobra tempo para imprevistos. É o equilíbrio perfeito entre aproveitar bem e não se cansar excessivamente.
4-5 dias: Confortável e recomendado para quem quer mergulhar mais fundo. Você adiciona museus específicos (Designmuseum Danmark, Ny Carlsberg Glyptotek), dedica um dia inteiro explorando Christiania e bairros como Nørrebro e Vesterbro, faz um bike tour guiado completo, experimenta mais restaurantes locais, e ainda tem tempo para relaxar em parques ou nadar nos canais no verão.
6-7 dias: Completo com bate-voltas. Além de explorar Copenhague profundamente, você adiciona excursões para Malmö (Suécia atravessando a icônica Ponte Øresund), Roskilde e seu museu viking fascinante, Castelo Kronborg (cenário de Hamlet), ou Louisiana Museum of Modern Art com vista espetacular para o mar. Você também pode explorar bairros mais distantes e criar roteiros de férias familiares personalizados com calma.
10+ dias: Para quem quer explorar a Dinamarca além de Copenhague – adicione Aarhus (segunda maior cidade com cena cultural vibrante), Odense (cidade natal de Hans Christian Andersen), Legoland em Billund (obrigatório para famílias), ou castelos menos conhecidos pelo interior dinamarquês.
“Fiquei 4 dias em Copenhagen e foi perfeito. Teve tempo pra tudo sem correria. Vi as atrações principais, aluguei bike (melhor decisão!), fui até Malmö de trem (a ponte é incrível), e ainda sobrou tempo pra sentar em cafés e sentir a vibe da cidade. Não sei se conseguiria em menos tempo.” – Usuário brasileiro em r/copenhagen
Orçamento Real para Copenhague: A Cidade Mais Cara da Europa

Preciso ser completamente honesto: Copenhague está entre as cinco cidades mais caras do mundo para turistas. Não é exagero de quem quer assustar – é realidade econômica que você precisa entender antes de comprar suas passagens. Durante minha viagem, gastei mais em 3 dias em Copenhague do que gastaria em uma semana inteira explorando lugares para viajar no Brasil.
Por Que a Dinamarca é Tão Cara?
Vários fatores econômicos explicam os preços estratosféricos:
- Impostos altíssimos: A Dinamarca tem 25% de IVA (imposto sobre valor agregado) em praticamente tudo que você compra
- Salários elevados: O salário mínimo dinamarquês ultrapassa €18 por hora, entre os mais altos do mundo
- Custo de vida local: Até para os dinamarqueses, viver aqui é caro. O custo de moradia, alimentação e serviços é altíssimo
- Padrão de qualidade: Tudo é feito com qualidade excepcional, o que se reflete nos preços
- Comparação regional: Segundo Statistics Denmark, Copenhague é mais cara que Londres, Paris, Amsterdã e Barcelona em praticamente todas as categorias
Para ter uma ideia clara: uma cerveja em bar custa €7-10 enquanto a mesma cerveja no supermercado custa €1,50-3. Um simples smørrebrød (sanduíche aberto dinamarquês) custa €12-18. Uma refeição em restaurante médio dificilmente sai por menos de €25-35 por pessoa.
Custo Médio Diário por Perfil de Viajante
PERFIL ECONÔMICO (€70-100/dia = R$ 450-650/dia)
- Hospedagem: €25-40/noite em hostel (dormitório compartilhado)
- Alimentação: €30-45/dia (compras estratégicas em supermercados Netto/Fakta/Lidl, tascas baratas, picnics)
- Transporte: €10-15/dia (Copenhagen Card ou bicicleta alugada)
- Atrações: €10-20/dia (priorizando atrações gratuitas, subindo torre Christiansborg grátis, explorando parques)
PERFIL INTERMEDIÁRIO (€120-180/dia = R$ 780-1.170/dia)
- Hospedagem: €90-130/noite em hotel 3-4 estrelas
- Alimentação: €50-70/dia (restaurantes medianos, smørrebrød bons, cafés hygge)
- Transporte: €15-20/dia (Copenhagen Card cobrindo tudo)
- Atrações: €20-40/dia (museus principais, Tivoli Gardens, passeio de barco)
PERFIL CONFORTÁVEL (€200-300+/dia = R$ 1.300-1.950+/dia)
- Hospedagem: €150-250+/noite em hotel 4-5 estrelas com localização privilegiada
- Alimentação: €80-120/dia (bons restaurantes, experiências gastronômicas nórdicas)
- Transporte: €20-30/dia (táxis quando necessário, conforto total)
- Atrações: €40-60/dia (tours premium, experiências exclusivas, guias privados)
| Categoria | Item | Preço (€) | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| Hospedagem (por noite) | Hostel dormitório | €25-40 | R$ 160-260 |
| Hostel quarto privado | €50-75 | R$ 325-490 | |
| Hotel 3 estrelas | €90-130 | R$ 585-845 | |
| Hotel 4 estrelas | €130-200 | R$ 845-1.300 | |
| Hotel 5 estrelas | €200-400+ | R$ 1.300-2.600+ | |
| Airbnb | €60-150 | R$ 390-975 | |
| Alimentação | Café da manhã | €5-12 | R$ 32-78 |
| Smørrebrød tradicional | €12-18 | R$ 78-117 | |
| Almoço restaurante | €15-25 | R$ 97-162 | |
| Jantar restaurante médio | €25-50 | R$ 162-325 | |
| Jantar restaurante bom | €50-100+ | R$ 325-650+ | |
| Supermercado (compras dia) | €15-25 | R$ 97-162 | |
| Café expresso | €4-6 | R$ 26-39 | |
| Água torneira | Grátis | Grátis | |
| Transporte | Bilhete simples metrô/ônibus | €4,80 | R$ 31 |
| Copenhagen Card 24h | €79 | R$ 514 | |
| Copenhagen Card 48h | €115 | R$ 748 | |
| Copenhagen Card 72h | €140 | R$ 910 | |
| Aeroporto → centro (metrô) | €5 | R$ 32 | |
| Táxi (5 km centro) | €15-20 | R$ 97-130 | |
| Aluguel bicicleta/dia | €10-15 | R$ 65-97 | |
| Atrações Principais | Tivoli Gardens (entrada) | €19 | R$ 123 |
| Tivoli (entrada + brinquedos) | €33 | R$ 215 | |
| Castelo Rosenborg | €15 | R$ 97 | |
| Palácio Christiansborg | €12 | R$ 78 | |
| Torre Redonda | €4 | R$ 26 | |
| Passeio barco canais | €27 | R$ 176 | |
| Free walking tour | Gorjeta €10-15 | R$ 65-97 |
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10 Estratégias Comprovadas para Economizar em Copenhague
Durante minha viagem a Copenhague, testei diversas estratégias de economia. Aqui estão as que realmente funcionaram e fizeram diferença significativa no orçamento final:
1. Copenhagen Card – Vale Muito a Pena se Usado Corretamente
O Copenhagen Card oficial inclui entrada em mais de 80 atrações e transporte público ilimitado em toda a região (incluindo aeroporto). Se você planeja visitar 5+ atrações pagas e usar transporte público, o cartão se paga rapidamente. Por exemplo: Tivoli (€19) + Rosenborg (€15) + passeio de barco (€27) + Christiansborg (€12) + 8 viagens de metrô (€38,40) = €111,40. O cartão de 72h custa €140 e ainda inclui dezenas de outras atrações.
2. Supermercados São Seus Melhores Amigos
Netto, Fakta e Lidl são supermercados econômicos onde você compra pães, queijos, frutas, iogurtes e até refeições prontas por uma fração do preço de restaurantes. Faça café da manhã no hostel/hotel, compre ingredientes para almoço (picnic em parque é hygge!), e reserve restaurantes apenas para 1-2 jantares especiais durante toda a viagem.
3. Almoçar em Vez de Jantar em Restaurantes
Muitos restaurantes dinamarqueses oferecem “lunch deals” ou “menu do dia” por €15-20, enquanto o mesmo prato no jantar custa €30-40. Inverta a lógica: faça sua refeição principal no almoço em restaurante bom, e jantar simples com comida de supermercado.
4. Água da Torneira é Excelente e Gratuita
Nunca, jamais, compre água engarrafada em Copenhague. A água da torneira dinamarquesa é de qualidade excepcional, monitorada constantemente, e completamente gratuita. Leve uma garrafinha reutilizável e encha em qualquer banheiro público, fonte, ou peça em restaurantes.
5. Free Walking Tours São Excelentes
Várias empresas oferecem free walking tours (gorjeta voluntária ao final) que são genuinamente bons e informativos. Reserve €10-15 de gorjeta se você gostar do tour, mas é infinitamente mais barato que tours pagos de €40-60 por pessoa.
6. Atrações Gratuitas São Numerosas e Incríveis
Subir a torre de Christiansborg oferece vista panorâmica espetacular de Copenhague – completamente grátis. Explorar Christiania é gratuito. Caminhar pelos parques (Kongens Have, Frederiksberg Gardens), visitar Assistens Cemetery onde está Hans Christian Andersen, admirar murais de street art em Nørrebro, relaxar em Islands Brygge – tudo gratuito.
7. Nadar nos Canais no Verão
Islands Brygge tem piscinas públicas nos canais que são limpíssimas, seguras, monitoradas e completamente gratuitas. É refrescante, autêntico, e você economiza entrada em piscinas privadas.
8. Bicicleta em Vez de Transporte Público
Muitos hotéis e hostels oferecem bicicletas gratuitas para hóspedes. Mesmo pagando aluguel (€10-15/dia), ainda sai mais barato que passes de transporte, e você vive a experiência mais autêntica de Copenhague. Pedalar pela cidade mudou completamente minha percepção do destino.
9. Picnics Hygge em Parques
Compre ingredientes frescos em supermercados ou no mercado Torvehallerne, monte um piquenique caprichado, e aproveite os parques lindos de Copenhague. Além de econômico, é extremamente hygge – você verá dinamarqueses fazendo exatamente isso aos montes no verão.
10. Viajar no Inverno – Economia Radical
Se você realmente quer economizar pesado e não se importa com frio e dias curtos, viaje entre novembro e março. Você economiza 40-60% em hospedagem, passagens aéreas e até atrações. Um hotel de €150/noite no verão cai para €60-80 no inverno. A economia é tão significativa que pode viabilizar a viagem inteira.
“Copenhagen é cara sim, mas tem como economizar muito. Ficamos em hostel, fazíamos café da manhã incluído, almoçávamos em restaurante barato tipo 15 euros, e jantávamos com comida de supermercado. Pegamos Copenhagen Card de 3 dias e valeu cada centavo porque visitamos tudo. No final gastamos uns 100 euros por dia por pessoa, sendo que imaginávamos gastar 150.” – Viajante brasileiro em r/travel
Copenhagen Card: Análise Detalhada
O Copenhagen Card é o passe turístico oficial da capital dinamarquesa que merece análise cuidadosa antes da compra. Ele inclui entrada gratuita em mais de 80 atrações e museus, além de transporte público ilimitado em toda a região metropolitana (zonas 1-99), incluindo trajeto aeroporto-centro.
Preços Oficiais 2026:
- 24 horas: €79 (adulto) / €54 (12-15 anos) / Grátis (3-11 anos, até 2 crianças por adulto)
- 48 horas: €115 (adulto) / €69 (12-15 anos)
- 72 horas: €140 (adulto) / €79 (12-15 anos)
- 96 horas: €164 (adulto) / €94 (12-15 anos)
- 120 horas: €190 (adulto) / €106 (12-15 anos)
O Que Está Incluído:
- Tivoli Gardens (entrada, brinquedos pagos separadamente)
- Castelo Rosenborg e joias da coroa
- Palácio Amalienborg (residência real)
- Torre Redonda
- Palácio Christiansborg (incluindo torre com vista gratuita normalmente)
- Ny Carlsberg Glyptotek
- Designmuseum Danmark
- Museu Nacional da Dinamarca
- Passeios de barco pelos canais (operadoras participantes)
- Transporte para/do aeroporto
- Metrô, ônibus e trem em toda região
- Descontos em restaurantes e aluguel de bicicletas
- Acesso a atrações em Roskilde, Helsingør (Kronborg) e região
Vale a Pena? Minha Análise Honesta:
SIM, vale a pena se você:
- Planeja visitar 5+ atrações pagas durante os dias do cartão
- Vai usar transporte público com frequência (incluindo aeroporto)
- Quer fazer passeio de barco pelos canais (€27 sozinho já justifica parte do custo)
- Pretende fazer bate-volta para Roskilde ou Helsingør (transporte incluído)
- Gosta de ter flexibilidade para entrar em museus sem se preocupar com preço individual
- Viaja com crianças 12-15 anos (desconto significativo)
NÃO vale a pena se você:
- Prefere explorar apenas 2-3 atrações principais com calma
- Vai alugar bicicleta e pedalar por toda parte (não precisa de transporte público)
- Está focado principalmente em atrações gratuitas e exploração de bairros
- Tem orçamento muito apertado e precisa economizar cada euro
- Viaja em ritmo muito lento visitando 1-2 lugares por dia apenas
Exemplo Prático de Custo-Benefício:
Se em 72 horas você visitar: Tivoli (€19) + Rosenborg (€15) + passeio de barco (€27) + Christiansborg (€12) + Ny Carlsberg Glyptotek (€15) + Designmuseum (€15) + usar transporte público aeroporto-centro ida/volta (€10) + 6 trajetos de metrô nos 3 dias (€28,80) = €141,80
O cartão de 72h custa €140 e ainda inclui dezenas de outras atrações que você pode visitar sem custo adicional. Neste cenário, compensa claramente.
Você pode comprar o Copenhagen Card no site oficial com antecedência (recomendado) ou em pontos físicos no aeroporto e estação central.
🤔 Copenhagen Card: Vale para Você?
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Quantas atrações você planeja visitar?
Vai usar transporte público?
Seu estilo de viagem:
Hygge: Vivenciando o Segredo da Felicidade Dinamarquesa
Se existe algo que verdadeiramente define a essência de Copenhague e da cultura dinamarquesa, é o conceito de hygge (pronuncia-se “rú-ga”). Durante minha viagem a Copenhague, levei quase dois dias para começar a entender o que hygge realmente significa – e quando entendi, mudou completamente minha forma de viajar e até de viver.
O Que É Hygge Afinal?
Hygge não tem tradução exata em português, e isso não é por acaso. É mais profundo que “aconchego”, mais intencional que “bem-estar”, mais presente que “relaxamento”. Hygge é uma filosofia de vida que explica por que a Dinamarca aparece consistentemente no topo dos rankings de felicidade mundial, mesmo tendo invernos com apenas 7 horas de luz solar diária.
Hygge é acender velas durante o café da manhã em uma manhã chuvosa de outubro – e os dinamarqueses queimam mais velas per capita que qualquer outro povo no planeta. É sentar com amigos em um café pequeno onde os silêncios são tão confortáveis quanto as conversas. É um cobertor de tricô macio, uma xícara de chocolate quente, um livro bom, e nenhuma pressa. É a sensação profunda de segurança, conforto e pertencimento.
Hygge nasceu da necessidade. Com invernos longos, escuros e gelados onde o sol desaparece às 15h30 em dezembro, os dinamarqueses desenvolveram uma forma extraordinária de criar conforto e felicidade exatamente quando o mundo exterior está frio, escuro e aparentemente inóspito. Não é sobre luxo, ostentação ou Instagram – é sobre criar momentos simples que aquecem genuinamente a alma.
Como Vivenciar Hygge Autêntico Durante Sua Viagem a Copenhague
1. Cafés Aconchegantes: O Coração do Hygge
Jægersborggade, no bairro alternativo de Nørrebro, concentra alguns dos cafés mais hygge de toda Copenhague. Pequenos, com mesas de madeira rústica, velas acesas mesmo durante o dia (isso é fundamental!), cinnamon buns (kanelsnegle) recém-saídos do forno exalando aroma de canela, e uma atmosfera onde absolutamente ninguém tem pressa. Aqui, sentar por duas horas com um café e um livro não é mal visto ou estranho – é esperado e encorajado.
Outros cafés genuinamente hygge: The Coffee Collective (vários endereços pela cidade), Democratic Coffee (micro-torrefação artesanal), Mirabelle (padaria hygge perfeita), e qualquer lugar onde você veja muitas velas acesas, pessoas lendo, e atmosfera tranquila. A regra é simples: se parece apressado ou barulhento, não é hygge.
2. Parques no Verão: Hygge ao Ar Livre
Quando o verão finalmente chega após o longo inverno dinamarquês, os copenhaguenses lotam os parques para picnics hygge. Kongens Have (Jardins do Rei) e Frederiksberg Gardens ficam repletos de pessoas com cobertores coloridos, cestas de comida caseira, garrafas térmicas de café, e amigos. Não é sobre preparar um piquenique elaborado ou caro – é sobre estar ao ar livre, aproveitar cada raio de sol precioso, e desfrutar de companhia boa sem distrações.
Durante minha visita em maio, passei uma tarde inteira em Kongens Have apenas observando os dinamarqueses praticando hygge: grupos de amigos conversando baixo, casais lendo lado a lado em silêncio confortável, famílias com crianças brincando calmamente. Ninguém estava no celular freneticamente ou tirando selfies sem parar – estavam genuinamente presentes.
3. Torvehallerne: Hygge Gastronômico
O mercado coberto Torvehallerne é hygge em forma de gastronomia. Estandes de comida orgânica local, flores frescas dinamarquesas, smørrebrød artesanais, queijos curados, pães de centeio escuros (rugbrød), e atmosfera vibrante mas acolhedora. Compre ingredientes frescos, monte um lanche caprichado, sente-se em uma das mesinhas compartilhadas, converse com dinamarqueses ao lado – você está vivenciando hygge urbano autêntico.
4. Livrarias e Bibliotecas: Hygge Cultural
Passar uma tarde folheando livros ilustrados em uma livraria aconchegante, talvez com uma xícara de chá quente ao lado, é extremamente hygge. A Black Diamond (Den Sorte Diamant) – extensão moderna da Biblioteca Real – tem áreas de leitura incríveis com vista panorâmica para o canal. Peguei um livro de fotografia dinamarquesa, sentei em uma poltrona confortável com vista para a água, e passei duas horas em estado de hygge puro.
5. Roupas Confortáveis: Hygge Físico
Hygge também está literalmente no que você veste. Dinamarqueses priorizam conforto acima de tudo: suéteres grossos de lã merino, cachecóis macios, camadas soltas, tecidos naturais. Nada de salto alto desconfortável, roupas apertadas ou looks “para impressionar”. Hygge é sobre se sentir fisicamente bem e confortável, não sobre aparências superficiais.
6. Inverno: Hygge em Sua Forma Mais Pura
O inverno é quando hygge brilha em sua intensidade máxima. Com apenas 7 horas de luz diária, os dinamarqueses se refugiam em cafés iluminados por dezenas de velas cintilantes, leem livros em casas aquecidas com mantas de lã, fazem sopas caseiras aromáticas, e abraçam a escuridão em vez de lutar inutilmente contra ela.
Se você visita Copenhague no inverno (especialmente dezembro com mercados de Natal), entenderá hygge em sua manifestação mais profunda – é a habilidade extraordinária de encontrar felicidade, aconchego e luz interior justamente quando o mundo exterior está frio, escuro e aparentemente inóspito. Os dinamarqueses transformaram uma desvantagem climática brutal em arte de viver.
“Hygge foi a melhor descoberta da minha viagem. No terceiro dia parei de correr entre atrações e sentei num café pequenininho cheio de velas. Fiquei 2h lendo, tomando chocolate quente, vendo a vida passar. Foi quando entendi Copenhagen de verdade. Não é sobre ver tudo – é sobre SENTIR a cidade.” – Brasileira em r/solotravel
7. Hygge Não É Solidão
Um erro comum que muitos cometem: pensar que hygge é ficar sozinho em casa isolado. Não é. Hygge é fundamentalmente sobre conexão humana genuína – com amigos, família, ou até desconhecidos simpáticos em um café. É sobre a qualidade do tempo compartilhado, não a quantidade de pessoas. Uma conversa profunda com um amigo em um café pequeno é infinitamente mais hygge que uma festa barulhenta com cinquenta pessoas onde você mal consegue ouvir quem está ao lado.
Por Que Hygge Importa na Sua Viagem a Copenhague?
Entender e praticar hygge transformou completamente minha experiência em Copenhague. Em vez de correr freneticamente entre 8 atrações por dia tentando “aproveitar” cada minuto, aprendi a desacelerar intencionalmente. Em vez de jantar rápido para “otimizar tempo”, prolonguei as refeições conversando com dinamarqueses. Em vez de evitar dias chuvosos ficando frustrado no hotel, abracei a oportunidade de sentar em um café iluminado por velas e observar a chuva pela janela com chocolate quente na mão.
Copenhague não é sobre quantidade de fotos no Instagram ou número de atrações visitadas – é sobre qualidade dos momentos genuinamente vividos. E isso, no fim das contas, é a essência pura de hygge. Se você sair de Copenhague entendendo isso, a viagem valeu cada euro gasto.
Design Escandinavo: Guia Completo pela Capital Mundial do Bom Gosto

Copenhague não é apenas influenciada pelo design escandinavo – ela é literalmente o berço dele. As linhas limpas, o minimalismo funcional, os materiais naturais e a obsessão por simplicidade elegante que hoje dominam desde apartamentos no Brooklyn até cafés em Tóquio começaram aqui, pelas mãos de designers dinamarqueses visionários que mudaram permanentemente a forma como móveis, arquitetura e objetos cotidianos são pensados e criados.
O Que Define o Design Escandinavo Autêntico?
Depois de visitar dezenas de lojas, museus e edifícios durante minha viagem a Copenhague, consegui identificar os princípios fundamentais que definem o design escandinavo genuíno:
Funcionalidade Absoluta: Se um objeto não serve para nada prático, não merece existir. Cada peça tem propósito claro e bem definido. Uma cadeira precisa ser confortável E bonita. Uma luminária precisa iluminar eficientemente E ter design elegante. Forma e função são inseparáveis.
Minimalismo Intencional: Menos é invariavelmente mais. Sem excessos desnecessários, sem ornamentos puramente decorativos, sem ruído visual que canse os olhos. Apenas o essencial permanece.
Materiais Naturais: Madeira clara (carvalho, faia, bétula), couro genuíno, lã pura, linho natural. A natureza escandinava – florestas, mares, campos – refletida em cada peça criada.
Linhas Limpas: Curvas suaves e orgânicas, geometria simples mas sofisticada, elegância sem esforço aparente.
Luz Natural Maximizada: Em um país com invernos escuros de apenas 7 horas de luz, cada raio de sol é precioso. O design dinamarquês maximiza entrada de luminosidade natural em cada ambiente através de janelas generosas, cores claras, superfícies refletivas.
Nomes lendários como Arne Jacobsen (criador das icônicas cadeiras Egg e Swan), Hans Wegner (projetou mais de 500 cadeiras ao longo da carreira), Poul Henningsen (luminárias PH que até hoje iluminam lares dinamarqueses), e contemporaneamente Bjarke Ingels (arquitetura ousada mas sempre funcional) nasceram e foram moldados por essa filosofia rigorosa.
Onde Encontrar Design Escandinavo Autêntico em Copenhague
HAY House (Østergade): Móveis modernos acessíveis com design impecável. Cadeiras coloridas mas elegantes, mesas funcionais, luminárias criativas, acessórios para casa – tudo seguindo princípios escandinavos rigorosos mas com preços significativamente mais razoáveis que marcas históricas. Se você quer levar algo de design autêntico para casa sem gastar milhares de euros, HAY é a escolha perfeita.
Illums Bolighus (Amagertorv): Loja de departamento dedicada exclusivamente a design desde 1941. Quatro andares generosos repletos de móveis dinamarqueses, decoração escandinava, moda nórdica e objetos de design internacional criteriosamente selecionados. É praticamente um museu interativo onde absolutamente tudo está à venda. Passei três horas aqui simplesmente observando e tocando peças de design autêntico.
Royal Copenhagen (várias lojas): Porcelana dinamarquesa artesanal desde 1775. O padrão “Blue Fluted” (flor azul) é absolutamente icônico – você já viu em filmes, revistas e casas elegantes ao redor do mundo, mesmo sem saber a origem dinamarquesa. Caríssimo, mas é história viva do design escandinavo.
Georg Jensen (várias lojas): Prata, joias e objetos de design desde 1904. Extremamente caro, mas representa o absoluto topo da qualidade, artesanato e tradição dinamarquesa em metalurgia.
Normann Copenhagen (Østerbrogade): Design contemporâneo dinamarquês com loja-showroom impressionante instalada em um antigo cinema reformado. Peças modernas, ousadas mas sempre funcionais, que representam a evolução atual do design escandinavo.
Designmuseum Danmark (Bredgade): Absolutamente obrigatório para qualquer um interessado em entender profundamente a história e evolução do design dinamarquês. Cadeiras icônicas que você reconhece imediatamente, cartazes históricos, cerâmica tradicional, têxteis escandinavos, e exposições temporárias fascinantes sobre design contemporâneo. Dedique pelo menos 2-3 horas aqui se você realmente aprecia design.
Arquitetura Moderna: Copenhague do Futuro
Copenhague não vive apenas do design histórico – a arquitetura contemporânea aqui é igualmente fascinante e mostra a evolução dos princípios esc
andinavos clássicos aplicados ao século XXI.
8 House (Ørestad): Prédio residencial revolucionário desenhado por Bjarke Ingels Group (BIG) com formato de “8” deitado. O mais impressionante? Você pode literalmente andar de bicicleta do térreo até o décimo andar pelas rampas internas contínuas – funcionalidade dinamarquesa em ação total. É arquitetura que integra perfeitamente vida, movimento e sustentabilidade.
VM Houses (Ørestad): Também projetadas por BIG, esses edifícios residenciais vistos de cima formam as letras “V” e “M”. Varandas triangulares dramáticas criam geometria impressionante enquanto maximizam luz natural para cada apartamento. Forma seguindo função de maneira espetacular.
CopenHill – Amager Bakke (Amager): Possivelmente o edifício mais inovador de Copenhague. É um incinerador de lixo que gera energia limpa para a cidade E simultaneamente serve como pista de esqui artificial, parede de escalada, e trilha para caminhada aberta ao público. Só em Copenhague você encontra um prédio industrial que também é área de lazer pública sustentável. É design escandinavo aplicado à sustentabilidade urbana de forma genial.
Opera House (Holmen): Arquitetura contemporânea minimalista com acústica perfeita e vista privilegiada para o canal. Por fora, linhas limpas e imponentes. Por dentro, funcionalidade acústica excepcional com design elegante.
Black Diamond – Den Sorte Diamant (Slotsholmen): Extensão moderna da Biblioteca Real, toda revestida em granito preto polido que reflete dramaticamente o céu e a água do canal. Por dentro: luz natural abundante, espaços funcionais perfeitamente planejados, áreas de leitura com vista espetacular. Passei horas aqui em estado de contemplação hygge.
Como Reconhecer Design Escandinavo Pela Cidade
Uma vez que você entende os princípios, começa a reconhecer design escandinavo autêntico em absolutamente tudo ao seu redor em Copenhague. Olhe para as cadeiras dos cafés: provavelmente são Arne Jacobsen ou Hans Wegner. Observe as luminárias das ruas e estações de metrô: muitas são Poul Henningsen ou inspiradas por ele. Repare nos prédios novos: linhas limpas, muito vidro para luz natural, materiais naturais como madeira clara e concreto aparente honesto.
Mesmo detalhes urbanos pequenos – lixeiras nas ruas, sinalização de metrô, layout de lojas, placas de informação – seguem princípios de design escandinavo. Em Copenhague, design não é luxo de elite reservado para museus: é parte integral do cotidiano de absolutamente todos. E essa democratização profunda do bom design é, talvez, a maior conquista dinamarquesa.
Se você aprecia design e está planejando explorar outras capitais europeias, recomendo também conhecer Berlim com sua arquitetura modernista, ou Viena com seu design imperial clássico para comparar diferentes escolas estéticas.
Cultura das Bicicletas: Vivendo Como um Copenhaguense

Se design é o que você vê em Copenhague, as bicicletas são o que você sente. Durante minha viagem a Copenhague, pedalar transformou completamente minha experiência – passei de turista observador para quase-local participante. E entendi rapidamente por que 62% dos copenhaguenses pedalam diariamente ao trabalho, independente de chuva, frio ou escuridão.
Por Que a Cultura de Bicicletas Funciona Tão Bem?
Não é sorte ou coincidência. É resultado de décadas de planejamento urbano intencional, investimento em infraestrutura, e cultura social que valoriza ciclismo:
Infraestrutura Perfeita: Copenhague possui 390 quilômetros de ciclovias segregadas, separadas fisicamente de ruas e calçadas. Não são apenas linhas pintadas no chão – são vias dedicadas exclusivamente para bicicletas, com largura generosa para duas bikes lado a lado.
Semáforos Exclusivos: Ciclistas têm semáforos próprios, sincronizados para permitir fluxo contínuo a 20 km/h (velocidade média de pedalada). Quando você pedala na velocidade certa, pega onda verde em vários cruzamentos seguidos – é genial.
Pontes Dedicadas: Pontes construídas especificamente para ciclistas e pedestres, como Cykelslangen (“Cobra de Bicicleta”), uma ponte laranja elevada exclusiva para bikes.
Topografia Plana: Copenhague é completamente plana – não há subidas cansativas. Qualquer pessoa, independente de condicionamento físico, consegue pedalar confortavelmente.
Cultura Social: Pedalar não é visto como “coisa de pobre” ou “hippie alternativo” – é o transporte preferido de executivos, mães com crianças, idosos, estudantes. Você vê pessoas pedalando de terno, com crianças em cadeirinhas, carregando compras de supermercado.
Como Alugar Bicicleta em Copenhague
Bycyklen (Bikes Públicas): Sistema de bicicletas elétricas públicas espalhadas pela cidade. Você desbloqueia via app, pedala quanto quiser, e deixa em qualquer estação. Tem tablet integrado com GPS para navegação. Custo: aproximadamente €3-4/hora.
Donkey Republic (App Popular): Sistema de aluguel via aplicativo muito usado por turistas. Bikes laranjas brilhantes espalhadas por toda cidade. Você desbloqueia com QR code, pedala, e tranca em qualquer lugar permitido. Preços começam em €10-12/dia com descontos para múltiplos dias.
Swapfiets (Aluguel Mensal): Se você fica semanas em Copenhague, Swapfiets oferece aluguel mensal de bikes com manutenção incluída. Popular entre estudantes internacionais.
Hotéis e Hostels: Muitos oferecem bicicletas gratuitas para hóspedes. Pergunte na recepção – às vezes são bikes simples mas perfeitamente funcionais. Foi assim que consegui minha primeira bike em Copenhague.
Regras Essenciais para Ciclistas (Importantes!)
Dinamarqueses levam regras de trânsito extremamente a sério, inclusive para bicicletas. Não seguir as regras não é apenas perigoso – é mal visto socialmente:
- Sempre use a ciclovia: Nunca pedale na calçada (é para pedestres) ou na rua (é para carros). Ciclovia é obrigatória onde existe.
- Circule pela direita, ultrapasse pela esquerda: Como no trânsito de carros.
- Sinalize com a mão antes de virar: Braço esquerdo estendido para virar à esquerda, braço direito para virar à direita. Dinamarqueses fazem isso religiosamente.
- Respeite semáforos: Mesmo quando não vem ninguém, dinamarqueses esperam o sinal verde. Cultura de respeito às regras é forte aqui.
- Não pare no meio da ciclovia: Se precisar parar, encoste totalmente à direita. Ciclovia é via de fluxo rápido.
- Luz obrigatória à noite: Todas as bikes alugadas já vêm com luzes. Nunca pedale sem luz depois do anoitecer – é multável.
- Cuidado com pedestres: Em áreas mistas, pedestres têm prioridade sempre.
Melhores Rotas de Bicicleta para Turistas
Rota dos Canais de Christianshavn: Circule pelos canais pitorescos de Christianshavn, cruzando pontes charmosas, passando por barcos históricos. Aproximadamente 5-7 km, totalmente plano, cenário fotogênico.
Nyhavn até Pequena Sereia: Comece no colorido Nyhavn, siga pela orla, passe pelo Palácio Amalienborg, continue até a Pequena Sereia e além pela costa. Linda e tranquila.
Rota dos Parques: Kongens Have → Rosenborg → Botanisk Have → Lagos de Copenhague. Verde, relaxante, perfeita para tarde ensolarada.
Amager Strandpark: Pedale até a praia artificial de Amager (15 min do centro). No verão, dinamarqueses lotam aqui para nadar, tomar sol, fazer piquenique. No inverno, caminhada ventosa mas linda.
Ponte Øresund até Malmö (Suécia!): Para ciclistas experientes e aventureiros, é possível pedalar pela ponte Øresund até Malmö na Suécia (aproximadamente 16 km). Experiência única de pedalar entre dois países. Precisa devolver a bike em Copenhague, então é ida e volta (total 32 km).
“Alugar bike foi a MELHOR decisão da viagem. No primeiro dia fiquei com medo do trânsito, mas depois de 10 minutos já tava pedalando igual dinamarquês. A cidade fica 10x melhor de bike. Você para onde quer, explora ruazinhas escondidas, e sente a vibe local de verdade. Fiz 25 km num dia e nem percebi.” – Viajante brasileiro do Rio de Janeiro em r/bicycling
Se você gosta de explorar cidades de bicicleta, também recomendo Amsterdã, outra capital europeia com excelente infraestrutura para ciclistas.
Copenhague Sustentável: A Cidade Mais Verde do Mundo

Copenhague não apenas fala sobre sustentabilidade em campanhas de marketing – ela pratica sustentabilidade de forma revolucionária que está inspirando cidades ao redor do planeta inteiro. Durante minha viagem a Copenhague, fiquei impressionado com o nível de comprometimento real (não apenas discurso) com meio ambiente e qualidade de vida urbana.
Meta Ambiciosa: Carbono Neutro Até 2025
A meta oficial do governo dinamarquês é tornar Copenhague a primeira capital carbono neutro do mundo até 2025. Não é propaganda vazia – são décadas de ações concretas:
Transporte Sustentável Dominante: Aproximadamente 90% dos habitantes de Copenhague usam transporte público, bicicleta ou caminham para deslocamentos diários. Carros particulares são minoria clara. O resultado? Ar limpo, ruas silenciosas, qualidade de vida excepcional.
Energia Renovável: Grande parte da energia de Copenhague vem de parques eólicos offshore (no mar). Você vê turbinas eólicas gigantes no horizonte enquanto caminha pela costa.
Canais Limpos: Os canais de Copenhague são tão limpos que existem áreas oficiais para natação pública. Islands Brygge tem piscinas integradas ao canal onde dinamarqueses nadam no verão. Isso seria impensável há 30 anos – é resultado de décadas de limpeza e manutenção rigorosa.
Economia Circular: Copenhague abraça fortemente conceitos de economia circular – reduzir desperdício, reutilizar materiais, reciclar obsessivamente. Lixeiras de reciclagem estão por toda parte com separação meticulosa.
CopenPay: Revolucionando Turismo Sustentável
Em 2024, Copenhague lançou o programa CopenPay, uma iniciativa absolutamente inovadora que recompensa turistas por comportamentos sustentáveis. O conceito é genial: quando você chega de trem (em vez de avião), usa bicicleta, participa de limpeza de praias, ou leva lixo reciclável para pontos de coleta, você ganha acesso gratuito a atrações, refeições em restaurantes participantes, ou atividades culturais.
O programa começou com 24 atrações em 2024 e expandiu para mais de 100 atrações em 2025, incluindo museus importantes, restaurantes, tours guiados e até o Museu Nacional da Dinamarca e Castelo Kronborg. Você comprova sua ação sustentável (foto do bilhete de trem, screenshot do app de bike-share, etc.) e recebe recompensa imediata.
É turismo sustentável saindo do discurso teórico e entrando na prática real com incentivos concretos. Outras cidades europeias já estão estudando implementar modelos similares inspirados em Copenhague.
CopenHill: Símbolo da Copenhague Sustentável
Se existe um edifício que simboliza perfeitamente a abordagem dinamarquesa à sustentabilidade, é CopenHill (Amager Bakke). Este incinerador de lixo high-tech não apenas queima resíduos urbanos – ele gera energia limpa para aquecer milhares de lares dinamarqueses, filtra emissões para serem mais limpas que o ar urbano médio, E tem no telhado uma pista de esqui artificial aberta ao público, parede de escalada, e trilhas para caminhada.
Visitei CopenHill e subi até o topo. Ver famílias dinamarquesas esquiando literalmente em cima de um incinerador funcionando, enquanto a cidade se estende panoramicamente ao redor, foi uma das experiências mais surreais e inspiradoras da viagem. É a prova concreta de que infraestrutura industrial pode ser simultaneamente funcional, sustentável E espaço público de lazer.
Como Você Pode Ser um Turista Sustentável em Copenhague
Durante sua viagem a Copenhague, você pode facilmente minimizar seu impacto ambiental e até contribuir positivamente:
- Use bicicleta ou transporte público: Evite táxis e carros de aplicativo. Copenhagen Card cobre todo transporte público e muitas bikes de aluguel têm descontos.
- Hospede-se em hotéis sustentáveis: Generator Copenhagen, Urban House Copenhagen, e vários outros têm certificações verdes rigorosas.
- Coma em restaurantes farm-to-table: Muitos restaurantes dinamarqueses trabalham exclusivamente com ingredientes locais, orgânicos e sazonais, minimizando pegada de carbono.
- Leve garrafa reutilizável: Água da torneira é excelente. Nunca compre garrafas plásticas descartáveis.
- Recicle obsessivamente: Dinamarqueses separam lixo meticulosamente. Siga o exemplo – há lixeiras de reciclagem por toda parte.
- Participe do CopenPay: Cadastre-se no programa e seja recompensado por escolhas sustentáveis.
- Evite desperdício de comida: Porções dinamarquesas são generosas. Peça menos inicialmente – você sempre pode pedir mais depois.
- Caminhe ou pedale entre atrações: Copenhague é compacta. Você raramente precisa de transporte motorizado no centro.
O Que Fazer em Copenhague: Atrações Imperdíveis

Agora que você entende hygge, design, bikes e sustentabilidade – os pilares culturais de Copenhague – vamos às atrações concretas que você deve incluir em sua viagem a Copenhague.
Nyhavn: O Cartão-Postal Colorido
Nyhavn (Porto Novo) é provavelmente a imagem mais icônica de Copenhague: casas coloridas históricas dos séculos XVII e XVIII alinhadas ao longo do canal, barcos de madeira antigos atracados, restaurantes com mesinhas na calçada. É lindo, fotogênico, e completamente turístico – mas ainda vale visitar, especialmente ao pôr do sol quando a luz dourada ilumina as fachadas coloridas.
Hans Christian Andersen morou em Nyhavn em três endereços diferentes enquanto escrevia seus contos de fadas mais famosos. Hoje, é área repleta de restaurantes caros (evite comer aqui – preços turísticos inflacionados), mas perfeita para caminhar, tirar fotos, e tomar um café observando o movimento.
Dica: Visite de manhã cedo (antes das 9h) para ter Nyhavn praticamente vazio e conseguir fotos sem multidões de turistas.
Tivoli Gardens: Parque de Diversões Histórico
Aberto em 1843, Tivoli Gardens é o segundo parque de diversões mais antigo do mundo ainda em operação. Walt Disney visitou Tivoli e se inspirou para criar Disneyland. Durante o dia é charmoso com jardins bem cuidados, arquitetura histórica e brinquedos clássicos. À noite, especialmente no inverno com 100 mil lâmpadas iluminadas, é absolutamente mágico.
Entrada: €19 (só para entrar e caminhar). Brinquedos são pagos separadamente ou compre ingresso ilimitado por €33. Incluído no Copenhagen Card.
Quando ir: No verão para jardins floridos e concertos ao ar livre gratuitos. No inverno (novembro-dezembro) para Tivoli iluminado magicamente e mercados de Natal hygge.
Se você está viajando com crianças e procurando mais opções de entretenimento, confira nosso guia completo de lugares para passear com crianças.
A Pequena Sereia: Decepção ou Obrigatória?
Vou ser honesto: a estátua da Pequena Sereia (Den Lille Havfrue) é pequena, fica em pedra distante da calçada, e geralmente está cercada por dezenas de turistas tirando selfies. Muita gente a considera a atração mais decepcionante de Copenhague.
Mas é icônica. Faz parte da lista obrigatória. Foi criada em 1913 inspirada no conto de Hans Christian Andersen. Então visite, tire sua foto rápida, e siga em frente – não dedique mais que 15 minutos. O caminho de bicicleta até lá pela orla é mais bonito que a estátua em si.
Palácio Christiansborg: Centro do Poder Dinamarquês
Christiansborg abriga o Parlamento Dinamarquês, Suprema Corte, e escritórios do Primeiro Ministro – tudo no mesmo complexo palaciano. É o único edifício do mundo que abriga os três poderes. Você pode visitar Salões de Receção reais ricamente decorados, Estábulos Reais com cavalos, e o melhor de tudo: subir a torre gratuitamente para vista panorâmica de 360° sobre Copenhague.
Torre gratuita: Melhor vista panorâmica da cidade sem pagar nada. Aberta diariamente (exceto segundas). Chegue cedo ou no final da tarde para evitar filas.
Entrada nos salões: €12 (incluído no Copenhagen Card).
Castelo Rosenborg e Joias da Coroa
Castelo renascentista de 1606 construído pelo Rei Christian IV, hoje museu que abriga as Joias da Coroa Dinamarquesa – coroas cravejadas de diamantes, espadas cerimoniais, cetros de ouro. Os apartamentos reais preservam decoração original do século XVII. Os jardins (Kongens Have) ao redor são perfeitos para picnic hygge no verão.
Entrada: €15 (incluído no Copenhagen Card). Dedique 1-2 horas.
Christiania: A Cidade Livre Dentro da Cidade
Christiania (Freetown Christiania) é uma das áreas mais fascinantes e controversas de Copenhague. Em 1971, hippies e ativistas ocuparam uma base militar abandonada e declararam o local “cidade livre autônoma”. Mais de 50 anos depois, aproximadamente 800 pessoas ainda moram lá em regime de autogestão, com regras próprias, arquitetura alternativa, arte de rua vibrante, e atmosfera completamente diferente do resto de Copenhague.
Pusher Street: A rua principal de Christiania tem barracas vendendo cannabis abertamente (embora cannabis seja tecnicamente ilegal na Dinamarca, o governo tolera a situação em Christiania há décadas). Drogas pesadas são estritamente proibidas até em Christiania.
Regras importantes para visitantes:
- NÃO fotografe Pusher Street ou vendedores (mas pode fotografar arte de rua em outras áreas)
- NÃO corra (causa suspeita e tensão)
- Respeite moradores – é lar deles, não zoológico humano
- Vá durante o dia – mais seguro e você aprecia melhor a arte e arquitetura alternativa
É seguro? Sim, durante o dia. À noite pode ficar mais tenso, então evite. A maioria dos visitantes não tem problema algum se seguir as regras de respeito básicas.
Christiania divide opiniões fortemente. Alguns acham fascinante experimento social de autogestão. Outros acham problemático. Mas indubitavelmente é experiência única que não existe em nenhum outro lugar do mundo.
Museus Imperdíveis
Designmuseum Danmark: História completa do design dinamarquês. Cadeiras icônicas, cartazes, cerâmica, têxteis. Obrigatório para apreciadores de design.
Museu Nacional da Dinamarca (Nationalmuseet): História dinamarquesa desde Era Viking até presente. Entrada gratuita! Excelente para dias chuvosos.
Ny Carlsberg Glyptotek: Arte antiga (egípcia, grega, romana) e arte francesa impressionista (Monet, Degas, Cézanne). Jardim de inverno no centro com palmeiras e café é hygge perfeito. Entrada gratuita às terças.
Louisiana Museum of Modern Art: Tecnicamente fora de Copenhague (40 min de trem), mas é museu de arte moderna mais visitado da Dinamarca. Coleção excepcional (Picasso, Warhol, Giacometti) em edifício deslumbrante com vista espetacular para o mar. Vale completamente o deslocamento. Incluído no Copenhagen Card.
Experiências Gastronômicas
Torvehallerne: Mercado gastronômico coberto com mais de 60 estandes vendendo comida orgânica local, flores, queijos, pães artesanais, smørrebrød, cafés excelentes. É onde copenhaguenses fazem compras – autêntico e delicioso.
Smørrebrød tradicional: Experimente em Aamanns, Schønnemann (desde 1877), ou estandes em Torvehallerne. Smørrebrød é sanduíche aberto dinamarquês em pão de centeio escuro (rugbrød) com coberturas como arenque marinado, salmão defumado, ovo com camarão, rosbife. Come-se com garfo e faca, não com as mãos.
Kanelsnegle (cinnamon rolls dinamarqueses): Experimente em Juno The Bakery ou Hart Bageri. Diferentes dos americanos – menos doce, mais massa folhada, perfeitos com café.
Para comparar experiências gastronômicas em outras capitais europeias, veja nosso guia sobre viagem a Paris e sua renomada cena culinária.
Roteiro Completo: 3 Dias em Copenhague

Baseado na minha experiência e testado pessoalmente, este roteiro de 3 dias cobre as principais atrações, vivência hygge, cultura de bicicletas, e deixa espaço para imprevistos:
Dia 1: Centro Histórico e Primeira Impressão
Manhã:
- Chegue ao aeroporto, pegue metrô para centro (15 min, €5)
- Check-in no hotel/hostel, deixe malas
- Café da manhã dinamarquês em padaria local
- Caminhe até Nyhavn (chegue antes das 10h para evitar multidões)
- Fotos do canal colorido, observe os barcos históricos
Tarde:
- Caminhe até Palácio Amalienborg (15 min a pé)
- Se tiver sorte, veja troca de guarda (meio-dia)
- Continue até A Pequena Sereia (15 min a pé pela orla)
- Foto rápida, siga em frente
- Almoço em área menos turística (volte para centro)
- Visite Palácio Christiansborg, suba torre gratuita para vista panorâmica
Final da Tarde/Noite:
- Caminhe por Strøget (rua comercial pedestre mais longa Europa)
- Entre em Illums Bolighus para ver design dinamarquês
- Experimente smørrebrød em restaurante tradicional
- Se tiver energia, visite Tivoli Gardens à noite (iluminação linda)
- Volte ao hotel caminhando, observe a cidade de noite
Dia 2: Bicicleta, Cultura e Hygge
Manhã:
- Alugue bicicleta (hotel, Donkey Republic ou Bycyklen)
- Café da manhã hygge em The Coffee Collective
- Pedale até Torvehallerne (mercado gastronômico)
- Compre ingredientes para picnic
- Pedale até Kongens Have, faça picnic hygge no parque
- Visite Castelo Rosenborg e joias da coroa
Tarde:
- Pedale até Nørrebro (bairro alternativo)
- Almoço em restaurante local não-turístico
- Explore Jægersborggade (rua cheia de cafés hygge, lojas design)
- Visite Assistens Cemetery (cemitério onde está Hans Christian Andersen)
- Pedale até Christiania
- Explore a “cidade livre”, veja arte de rua (lembre regras: não fotografe Pusher Street)
Final da Tarde/Noite:
- Pedale de volta ao centro pelos canais de Christianshavn
- Devolva bike ou guarde para amanhã
- Jantar em Kødbyen (Meat Packing District – área industrial convertida em restaurantes/bares)
- Experimente New Nordic Cuisine em restaurante médio
Dia 3: Museus, Design e Bate-volta (Opcional)
Opção A – Ficando em Copenhague:
Manhã:
- Café da manhã tranquilo
- Visite Designmuseum Danmark (dedique 2 horas)
- Ou visite Museu Nacional (gratuito, excelente)
Tarde:
- Almoço em Torvehallerne (se não foi dia anterior)
- Visite Ny Carlsberg Glyptotek (arte impressionista, jardim inverno)
- Ou explore bairros que ainda não viu (Vesterbro, Frederiksberg)
- Compras de última hora (design, souvenirs)
Opção B – Bate-volta Malmö (Suécia):
Manhã/Dia inteiro:
- Trem para Malmö (35 min, incluído Copenhagen Card)
- Atravesse icônica Ponte Øresund conectando Dinamarca-Suécia
- Explore centro histórico de Malmö (Stortorget, Lilla Torg)
- Visite Castelo Malmöhus
- Almoce na Suécia (preços similares a Copenhague)
- Caminhe pelos parques de Malmö
- Volte a Copenhague no final da tarde
- Jantar de despedida em Copenhague
Se você gosta de combinar múltiplos destinos em uma viagem europeia, veja nossos roteiros turísticos para inspiração de planejamento detalhado.
Informações Práticas para Sua Viagem a Copenhague

Como Chegar a Copenhague do Brasil
Não existem voos diretos Brasil-Copenhague. As conexões mais comuns são:
- Via Londres: TAM/LATAM, British Airways (tempo total: 16-18h)
- Via Paris: Air France (tempo total: 16-19h)
- Via Amsterdã: KLM (tempo total: 17-19h)
- Via Frankfurt: Lufthansa (tempo total: 16-18h)
- Via Lisboa: TAP (tempo total: 15-17h)
Do aeroporto para centro: Metrô M2 conecta Aeroporto de Kastrup ao centro em 15 minutos por €5. Opera 24/7. É a forma mais rápida e barata. Táxi custa €35-45 e demora similar (sem valer a pena).
Onde Ficar em Copenhague: Melhores Bairros
Indre By (Centro Histórico): Mais turístico mas ultra conveniente. Perto de tudo a pé. Hotéis €100-300/noite. Bom para primeira viagem curta.
Nørrebro: Bairro alternativo, multicultural, autêntico. Ótimos cafés hygge, restaurantes baratos, vida local. Hostels e hotéis médios €60-120/noite. Meu favorito pessoal.
Vesterbro: Antigo bairro operário, hoje descolado e gentrificado. Ködbyen (Meat Packing District) fica aqui. Bons hotéis €80-180/noite.
Christianshavn: Canais charmosos, mais tranquilo. Fica Christiania aqui. Romântico mas menos central. Hotéis €90-200/noite.
Frederiksberg: Residencial elegante, parques lindos, menos turístico. Bom para quem quer calma. Hotéis €80-150/noite.
Transporte Público em Copenhague
Sistema integrado de metrô (24/7), ônibus e trens urbanos. Funciona por zonas:
- Bilhete único (2 zonas): €4,80 válido 1h
- City Pass Small (zonas 1-4): €15 para 24h
- City Pass Large (todas zonas): €30 para 24h
- Copenhagen Card: Transporte ilimitado + 80 atrações (melhor opção se visitar museus)
Compre bilhetes no app DOT Tickets (aceita cartão internacional) ou máquinas nas estações.
Idioma e Comunicação
Idioma oficial é dinamarquês (impossível para brasileiros!), mas praticamente 100% dos dinamarqueses falam inglês fluente – melhor que muitos americanos nativos. Jovens também falam alemão e muitos falam francês. Comunicação zero problema.
Dinamarqueses são educados mas reservados inicialmente. Não espere conversas calorosas instantâneas como no Brasil. Dê tempo, respeite espaço pessoal, e você descobrirá pessoas amigáveis e prestativas.
Moeda e Formas de Pagamento
Moeda oficial: Coroa Dinamarquesa (DKK). €1 ≈ 7,45 DKK (taxa varia). Dinamarca não usa euro apesar de estar na União Europeia.
Cartão de crédito/débito é rei: Copenhague é praticamente cashless. Você paga absolutamente tudo com cartão – até banheiro público de €1. Muitos lugares nem aceitam dinheiro físico. Leve cartão internacional sem IOF (Wise, Nomad, C6) para economizar em taxas.
Casas de câmbio: Se precisar trocar dinheiro, faça no Brasil antes de viajar (taxas melhores) ou use caixas eletrônicos em Copenhague (evite casas de câmbio de aeroporto).
Internet e Chip de Celular
WiFi gratuito está disponível em praticamente todo hotel, café, restaurante e até metrô. Mas é essencial ter internet móvel para usar apps de transporte, bike-sharing e mapas.
Opções:
- eSIM internacional: Airalo, Holafly (ativa antes de viajar, prático)
- Chip local: Compre na 7-Eleven ou lojas de telecom (Lebara, Lycamobile)
- Roaming internacional: Verifique tarifas da sua operadora brasileira (geralmente caro)
Segurança
Copenhague é extremamente segura – uma das cidades mais seguras do mundo. Violência é raríssima. Você vê mães deixando bebês em carrinhos na calçada enquanto tomam café dentro. Mulheres caminham sozinhas de madrugada sem medo.
Cuidados básicos:
- Pickpockets (batedor de carteira) existem em áreas turísticas lotadas como Nyhavn e Strøget – atenção com bolsas
- Bicicletas roubadas são comum – sempre tranque com cadeado bom
- Christiania à noite pode ficar tensa – visite durante o dia
- No geral, use senso comum básico como qualquer cidade grande
Tomadas e Voltagem
Voltagem: 230V / 50Hz. Tomadas tipo C e K (duas pernas redondas). Brasileiros precisam de adaptador universal (compre no Brasil – mais barato que lá).
Fuso Horário
Copenhague está 4-5 horas à frente de Brasília (dependendo de horário de verão europeu). Quando é meio-dia em São Paulo, são 16h-17h em Copenhague.
Conclusão: Copenhague Além do Cartão-Postal
Minha viagem a Copenhague mudou permanentemente minha perspectiva sobre qualidade de vida. Aprendi que hygge não é palavra bonita – é filosofia real de encontrar felicidade em momentos simples. Entendi por que 62% pedalam sem reclamar: infraestrutura funciona perfeitamente.
Copenhague não é destino para apenas tirar fotos. É para quem quer aprender nova forma de viver. É sentar em café iluminado por velas às 15h e entender que felicidade não depende de sol. É pedalar e perceber que cidades podem priorizar pessoas.
Sim, é caro. Mas se planeja bem usando Copenhagen Card, supermercados e bicicletas, cada euro vale a pena. Volte não apenas com fotos – volte com hygge aquecendo seu peito, pedalando mais, entendendo que felicidade nacional é resultado de escolhas intencionais.
Copenhague não compete com Paris em monumentos ou Roma em história. Mas ensina lições sobre qualidade de vida que você carrega para sempre. Sua viagem a Copenhague te espera!




