Quando decidi planejar minha primeira viagem a Melbourne, percebi rapidamente que esta cidade australiana é muito mais que um destino turístico comum. Melbourne é um encontro fascinante entre arte de rua vibrante, uma cultura de cafés que rivaliza com qualquer capital europeia, e natureza selvagem acessível a poucos quilômetros do centro urbano. Reconhecida repetidamente como uma das melhores cidades do mundo para se viver, a capital cultural da Austrália atrai brasileiros em busca de intercâmbio, turismo ou experiências únicas que combinam sofisticação urbana com praias, montanhas e a icônica Great Ocean Road.
Este guia reúne tudo que aprendi ao longo dos anos ajudando viajantes brasileiros a planejar sua viagem a Melbourne: informações práticas atualizadas para 2026, orçamentos detalhados em reais, o passo a passo completo do visto australiano, roteiros testados e dezenas de dicas que vão facilitar sua vida desde o momento em que você comprar a passagem até o retorno ao Brasil. Se você está pensando em conhecer a Austrália, Melbourne merece estar no topo da sua lista.
Por Que Escolher Melbourne Para Sua Viagem à Austrália

Melbourne conquistou o título de cidade mais habitável do mundo por sete anos consecutivos, segundo o ranking da Economist Intelligence Unit, e isso não aconteceu por acaso. Durante minhas visitas à cidade, entendi rapidamente o que faz Melbourne tão especial: uma combinação rara de museus de classe mundial com entrada gratuita, bairros repletos de personalidade própria, uma cena gastronômica que impressiona até os paladares mais exigentes, e acesso fácil a paisagens naturais de tirar o fôlego.
Diferente de Sydney, que aposta no icônico e no turístico, Melbourne cultiva uma atmosfera mais autêntica e acessível ao viajante. Aqui, a vida local se mistura naturalmente com as atrações turísticas. Você pode tomar um café excepcional em Fitzroy pela manhã, explorar arte de rua mundialmente famosa em Hosier Lane ao meio-dia, visitar gratuitamente a National Gallery of Victoria à tarde, e terminar o dia assistindo ao pôr do sol em St Kilda Beach – tudo usando transporte público eficiente.
Melbourne vs Sydney: Entendendo as Diferenças
A eterna rivalidade entre Melbourne e Sydney divide opiniões entre viajantes brasileiros. Após conhecer ambas as cidades profundamente, posso afirmar que cada uma tem seu charme único e atende a perfis diferentes de viajantes.
| Aspecto | Melbourne | Sydney |
|---|---|---|
| Atmosfera | Cultural, artística, hipster, europeia | Praias icônicas, cosmopolita, turística |
| Custo Médio | Ligeiramente mais barata | 15-20% mais cara |
| Clima | 4 estações, imprevisível | Mais estável e ensolarado |
| Atrações Principais | Museus, arte de rua, cafés, jardins | Opera House, Harbour Bridge, praias |
| Gastronomia | Melhor cena gastronômica da Austrália | Excelente, porém mais cara |
| Melhor Para | Amantes de cultura e arte | Fãs de praia e cartões-postais |
Para quem tem orçamento limitado e valoriza experiências culturais autênticas, Melbourne é imbatível. Se você tem tempo suficiente, minha recomendação é combinar as duas cidades em uma mesma viagem à Austrália – são apenas 880 km de distância, com voos diários de 1h30 e preços a partir de AUD 80 em companhias low-cost como Jetstar.
Melhor Época Para Sua Viagem a Melbourne
O clima de Melbourne é famoso por sua imprevisibilidade, e existe até uma expressão local que diz: “se você não gosta do clima em Melbourne, espere 15 minutos”. Não é incomum experimentar as “quatro estações em um dia”, então estar preparado para mudanças bruscas de temperatura é essencial.
Verão (Dezembro a Fevereiro): Com temperaturas entre 20°C e 30°C, o verão australiano é ideal para aproveitar praias como St Kilda e Brighton Beach, além de sediar eventos importantes como o Australian Open em janeiro, segundo o site oficial do torneio. Esta é a alta temporada, com preços mais elevados e maior movimento turístico. Reserve hospedagem com pelo menos três meses de antecedência se planeja visitar neste período.
Outono (Março a Maio): Na minha opinião, o melhor período para viagem a Melbourne. O clima fica agradável entre 10°C e 20°C, há menos turistas, e você ainda pega eventos importantes como o Grand Prix de Fórmula 1 em março, conforme informações da Australian Grand Prix Corporation. Os preços de hospedagem são mais razoáveis e você evita as multidões do verão.
Inverno (Junho a Agosto): Pode ser frio, com temperaturas entre 6°C e 14°C e chuvas frequentes, mas os preços caem significativamente. É perfeito para quem tem orçamento apertado e não se importa com o frio. A temporada de AFL (futebol australiano) está em pleno vapor, uma experiência cultural única.
Primavera (Setembro a Novembro): Temperaturas amenas de 11°C a 20°C, jardins floridos e a famosa Melbourne Cup, corrida de cavalos que acontece na primeira terça-feira de novembro e é feriado local, segundo o Victoria Racing Club. Excelente época para visitar.
🌤️ Escolha Seu Mês de Viagem
Selecione o mês que pretende visitar Melbourne e veja informações sobre clima, eventos e o que levar na mala:
Visto Australiano: Guia Completo Para Brasileiros
Todo brasileiro precisa de visto para entrar na Austrália, sem exceções. Esta é uma das primeiras coisas que você deve providenciar ao planejar sua viagem a Melbourne, e o processo, felizmente, é 100% online através do site oficial do Departamento de Assuntos Internos da Austrália. Não há necessidade de comparecer a consulados ou embaixadas, o que facilita muito para quem mora longe das capitais.
Existem duas opções principais de visto para turismo: o eVisitor (subclass 651) e o Visitor Visa (subclass 600). Vou explicar cada um detalhadamente para você escolher o mais adequado ao seu caso.
eVisitor (Subclass 651): Visto Gratuito
O eVisitor é o visto mais utilizado por brasileiros em viagem a Melbourne para turismo. Ele é completamente gratuito e permite permanência de até 90 dias na Austrália, podendo ser usado para múltiplas entradas durante 12 meses a partir da data de emissão.
Requisitos do eVisitor:
- Passaporte brasileiro válido por pelo menos 6 meses após a data de entrada na Austrália
- Estar fora da Austrália no momento da solicitação
- Ter intenção genuína de turismo, visita familiar ou negócios (sem remuneração)
- Não ter condenações criminais com sentença total de 12 meses ou mais
- Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela atualizado
- Comprovação de recursos financeiros suficientes para a estadia
Visitor Visa (Subclass 600): Visto Pago
O Visitor Visa é pago e permite estadias mais longas, de até 3, 6 ou 12 meses, dependendo do motivo da viagem. A taxa varia entre AUD 190 e AUD 1.420 (aproximadamente R$ 808 a R$ 6.035), conforme o site oficial do governo australiano. Este visto é mais indicado para quem planeja ficar mais tempo ou tem situações específicas que não se enquadram no eVisitor.
Passo a Passo: Como Solicitar o Visto Online
O processo de solicitação do eVisitor é relativamente simples, mas exige atenção aos detalhes. Ao longo dos anos ajudando brasileiros com seus vistos, identifiquei os erros mais comuns que travam a aprovação – e vou te ajudar a evitá-los.
1. Acesse o site oficial: Entre no portal immi.homeaffairs.gov.au e procure pela seção “eVisitor (subclass 651)”. Cuidado com sites intermediários que cobram taxas desnecessárias – o processo oficial é gratuito.
2. Crie sua ImmiAccount: Você precisará criar uma conta no sistema ImmiAccount para gerenciar sua aplicação. Guarde bem o login e senha, pois você usará para acompanhar o status do visto.
3. Preencha o formulário: O formulário é em inglês e dividido em seções sobre dados pessoais, histórico de viagens, situação de saúde, histórico criminal e detalhes da viagem planejada. Seja honesto e preciso em todas as respostas.
4. Documentos necessários:
- Cópia digital do passaporte (página de identificação)
- Foto 3×4 recente com fundo branco
- Comprovantes financeiros (extratos bancários dos últimos 3 meses)
- Comprovante de vínculo empregatício ou matrícula escolar
- Reservas de hotel ou carta-convite se for ficar em casa de conhecido
- Passagem aérea (pode ser reserva provisória)
- Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela
5. Aguarde a análise: O tempo médio de aprovação varia entre 24 horas e 2 semanas. Casos que exigem análise adicional podem levar até 30 dias. Você receberá e-mails de atualização no endereço cadastrado.
6. Imprima o visto aprovado: Após a aprovação, imprima várias cópias do seu visto. Leve pelo menos duas: uma na bagagem de mão e outra na mala despachada.
Erros Comuns Que Travam a Aprovação do Visto
Ao longo dos anos observando casos de brasileiros, identifiquei os erros mais frequentes:
- Inconsistências nas datas: Certifique-se de que as datas de entrada e saída da Austrália fazem sentido com suas reservas de voo e hotel
- Comprovação financeira insuficiente: O governo australiano espera que você tenha pelo menos AUD 5.000 disponíveis para uma viagem de um mês, segundo orientações do Australian Border Force
- Histórico de viagens não declarado: Declare todas as viagens internacionais dos últimos 10 anos, mesmo que não tenha todos os carimbos no passaporte
- Problemas de saúde não informados: Seja transparente sobre condições de saúde, especialmente tuberculose ou hepatite
- Informações diferentes em documentos: Todos os documentos precisam ter exatamente o mesmo nome que aparece no passaporte
Vacina de Febre Amarela: Obrigatória Para Brasileiros
Este é um ponto que causa muita confusão, mas preciso ser direto: a vacina contra febre amarela é absolutamente obrigatória para brasileiros em viagem a Melbourne ou qualquer outra cidade australiana. Não é opcional, não é recomendada – é obrigatória, conforme estabelece o Departamento de Saúde da Austrália.
O Brasil é considerado um país endêmico para febre amarela, e a Austrália exige comprovação de vacinação de todos os viajantes vindos dessas regiões. Sem o certificado internacional de vacinação, você pode ser impedido de embarcar no aeroporto brasileiro ou, pior ainda, ser deportado ao chegar na Austrália – com todos os custos por sua conta.
Como Obter o Certificado Internacional de Vacinação
A vacina deve ser tomada com pelo menos 10 dias de antecedência em relação à data de embarque para que seja considerada válida. Ela pode ser aplicada gratuitamente em Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da ANVISA, localizados nos principais aeroportos brasileiros (Guarulhos, Galeão, Confins, entre outros) e em clínicas credenciadas espalhadas por todo o país.
Onde tomar a vacina gratuitamente:
- Postos da ANVISA em aeroportos internacionais
- Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o Brasil
- Clínicas da Família nas principais capitais
- Centros de Saúde especializados em medicina do viajante
Após a vacinação, você recebe o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), aquele documento dourado que deve ser apresentado na imigração australiana junto com seu passaporte e visto. O certificado é vitalício – você não precisa tomar a vacina novamente se já tiver o documento.
O processo de emissão do certificado pode levar de 2 a 5 dias úteis após a vacinação em algumas unidades, então não deixe para a última hora. Alguns postos da ANVISA em aeroportos emitem na hora, mas costumam ter filas longas, especialmente em períodos de alta temporada.
Quanto Custa Uma Viagem a Melbourne: Orçamento Completo

Uma das perguntas que mais recebo de leitores brasileiros é: “Lucas, quanto vou gastar em uma viagem a Melbourne?”. A resposta honesta é: depende muito do seu estilo de viagem. Melbourne pode ser tanto um destino econômico para mochileiros quanto um lugar sofisticado para quem busca experiências premium. Vou detalhar os custos reais que você terá, todos convertidos para reais com base na cotação de janeiro de 2026 (AUD 1 = R$ 4,25).
Ao planejar viagens internacionais como esta, sempre recomendo que meus leitores consultem nosso guia completo de viagem ao exterior, que traz dicas valiosas aplicáveis a qualquer destino fora do Brasil.
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Selecione suas preferências e geramos um roteiro sob medida para você:
Orçamento Por Perfil de Viajante
Criei uma tabela detalhada com três perfis de viajantes para você se identificar e calcular seu orçamento:
| Categoria | Econômico | Intermediário | Premium |
|---|---|---|---|
| Hospedagem/noite | AUD 40-70 (R$ 170-295) Hostel dormitório | AUD 160-280 (R$ 680-1.190) Hotel 3 estrelas | AUD 400+ (R$ 1.700+) Hotel premium |
| Alimentação/dia | AUD 30-45 (R$ 127-190) Supermercado | AUD 60-110 (R$ 255-467) Restaurantes | AUD 150+ (R$ 638+) Fine dining |
| Transporte local/dia | AUD 11,40 (R$ 48) Myki diário | AUD 15-30 (R$ 64-127) Myki + Uber | AUD 50+ (R$ 212+) Uber/táxi |
| Atrações/dia | AUD 0-20 (R$ 0-85) Gratuitas | AUD 40-80 (R$ 170-340) Pagas selecionadas | AUD 120+ (R$ 510+) Tours premium |
| Total/dia | AUD 130-150 (R$ 552-637) | AUD 250-320 (R$ 1.062-1.360) | AUD 600+ (R$ 2.550+) |
Custo total para 7 dias em Melbourne (por pessoa):
- Perfil Econômico: R$ 8.500 a R$ 11.000 (incluindo passagens aéreas)
- Perfil Intermediário: R$ 15.000 a R$ 22.000 (incluindo passagens aéreas)
- Perfil Premium: R$ 28.000+ (incluindo passagens aéreas)
Esses valores consideram passagens aéreas compradas com 3-5 meses de antecedência, visto, seguro viagem, hospedagem, todas as refeições, transporte local, pelo menos um passeio importante (Great Ocean Road) e margem para imprevistos.
Passagens Aéreas Brasil-Melbourne: Rotas e Estratégias
Não existem voos diretos entre Brasil e Melbourne, o que significa que você inevitavelmente fará pelo menos uma escala. As rotas mais comuns partem de São Paulo (GRU), Rio de Janeiro (GIG) e Brasília (BSB), com conexões em cidades estratégicas. O tempo total de viagem varia entre 24 e 32 horas, dependendo da duração das escalas.
Principais rotas e companhias aéreas:
- LATAM via Santiago (Chile): Uma das rotas mais populares entre brasileiros. De São Paulo você voa para Santiago (4h30) e de lá pega um voo direto para Melbourne (14h). Tempo total: aproximadamente 22-26 horas com escala. Preço médio: R$ 4.800 a R$ 7.500.
- Emirates via Dubai: Voo São Paulo-Dubai (14h) e depois Dubai-Melbourne (14h30). Tempo total: 32-36 horas. A vantagem é o conforto e serviço de bordo excelente. Preço médio: R$ 5.500 a R$ 9.000.
- Qatar Airways via Doha: Similar à Emirates, com voo São Paulo-Doha (14h30) e Doha-Melbourne (14h). Preço médio: R$ 5.200 a R$ 8.500.
- Etihad via Abu Dhabi: Outra opção com uma escala no Golfo Pérsico. Preço médio: R$ 5.000 a R$ 8.200.
Quando comprar para conseguir melhores preços:
Baseado na minha experiência monitorando preços de passagens internacionais, a antecedência ideal para comprar passagens Brasil-Melbourne é de 3 a 5 meses. Evite comprar com menos de 6 semanas de antecedência, pois os preços disparam. Use ferramentas como Google Flights e Skyscanner para monitorar tarifas e configurar alertas de preço.
Para períodos de alta temporada (dezembro a fevereiro), especialmente se você quer viajar durante o Australian Open em janeiro, reserve com pelo menos 6 meses de antecedência. Já encontrei passagens promocionais por R$ 4.200 comprando com essa antecedência.
“Comprei minha passagem GRU-MEL pela LATAM via Santiago com 5 meses de antecedência e paguei R$ 4.800 ida e volta. Valeu cada centavo! A escala em Santiago foi tranquila, só 3 horas de espera.” – Usuário brasileiro no Reddit, compartilhando sua experiência em viagem a Melbourne. Fonte: Reddit
Hospedagem em Melbourne: Onde Ficar e Quanto Gastar
A escolha da hospedagem impacta significativamente no orçamento e na experiência da sua viagem a Melbourne. A cidade oferece opções para todos os bolsos e perfis, desde hostels descolados em Fitzroy até hotéis cinco estrelas no CBD.
Hostels (R$ 170 a R$ 295 por noite): Melbourne tem excelentes hostels, especialmente concentrados no CBD e em St Kilda. Dormitórios compartilhados com 4-8 camas custam entre AUD 40 e AUD 70 por noite. Muitos oferecem cozinha compartilhada, o que ajuda a economizar nas refeições. Alguns dos mais bem avaliados são Space Hotel (CBD), United Backpackers (CBD) e Base Backpackers St Kilda.
Hotéis econômicos e aparthotels (R$ 400 a R$ 680 por noite): Opções como Ibis Budget, Mantra ou aparthotels oferecem quarto privativo com banheiro por preços razoáveis. Geralmente incluem café da manhã básico e ficam a curta distância do transporte público.
Hotéis intermediários (R$ 680 a R$ 1.190 por noite): Hotéis 3 a 4 estrelas como Novotel, Mercure ou Oaks oferecem conforto, localização privilegiada e bom custo-benefício. Quartos com vista para o rio Yarra ou para a cidade são um plus.
Airbnb (R$ 300 a R$ 850 por noite): Apartamentos inteiros são excelentes para grupos ou famílias. Um apartamento de 2 quartos em Fitzroy ou Carlton custa entre AUD 150 e AUD 200 por noite, dividindo entre 4 pessoas fica muito econômico.
Dica importante: Reserve com antecedência, especialmente se sua viagem coincidir com eventos como Australian Open (janeiro), Grand Prix (março) ou Melbourne Cup (novembro). Nesses períodos, os preços podem dobrar e a disponibilidade fica escassa.
Melhores Bairros Para Se Hospedar em Melbourne
A escolha do bairro onde ficar em Melbourne é tão importante quanto a escolha do hotel. Cada região tem sua personalidade e oferece experiências diferentes. Vou compartilhar os bairros que mais recomendo para diferentes perfis de viajantes.
🏘️ Encontre Seu Bairro Ideal
Escolha seus critérios e descubra o melhor bairro para se hospedar em Melbourne:
💰 Seu Orçamento Diário:
🎯 Seu Perfil de Viajante:
⭐ O Que Você Valoriza Mais:
CBD – Central Business District
O centro de Melbourne é perfeito para quem está visitando a cidade pela primeira vez ou tem poucos dias disponíveis. A maior vantagem é estar dentro da Free Tram Zone, área onde você pode usar os bondes gratuitamente para se deslocar entre as principais atrações.
Vantagens: Acesso fácil a Federation Square, Flinders Street Station, Queen Victoria Market, restaurantes, e excelente infraestrutura de transporte público. Você pode fazer praticamente tudo a pé.
Perfil ideal: Primeira viagem a Melbourne, viajantes com pouco tempo, quem prioriza praticidade acima de tudo.
Hospedagens recomendadas: Space Hotel (hostel), Mantra on Russell (intermediário), Ovolo Laneways (premium).
Southbank
Às margens do rio Yarra, Southbank oferece uma atmosfera mais relaxada que o CBD, mas ainda assim bem central. É onde ficam o Crown Casino, diversos restaurantes à beira-rio e centros de arte.
Vantagens: Vista bonita do rio, muitas opções gastronômicas, ambiente agradável para caminhadas, proximidade com a National Gallery of Victoria.
Perfil ideal: Casais, famílias, quem gosta de caminhar à beira-rio.
Hospedagens recomendadas: Pan Pacific Melbourne (premium), Southbank Apartments (intermediário).
St Kilda
St Kilda é o bairro litorâneo mais famoso de Melbourne, com atmosfera boêmia e descontraída. Praia urbana, Luna Park, muitos bares e restaurantes, além do famoso píer onde pinguins aparecem ao pôr do sol.
Vantagens: Praia acessível, vida noturna alternativa, ambiente jovem e descontraído, sensação de estar de férias à beira-mar.
Perfil ideal: Jovens, surfistas, quem busca atmosfera praiana, viajantes que querem fugir um pouco do centro urbano.
Hospedagens recomendadas: Base Backpackers St Kilda (hostel), Prince Hotel (intermediário), The Esplanade Hotel (histórico).
Fitzroy
Fitzroy é o coração hipster de Melbourne. Ruas cheias de arte urbana, cafés incríveis, lojas vintage, restaurantes alternativos e uma energia criativa contagiante. É meu bairro favorito para sentir o verdadeiro espírito de Melbourne.
Vantagens: Autenticidade, arte de rua fantástica, melhores cafés da cidade, proximidade com Brunswick Street e suas lojas descoladas.
Perfil ideal: Amantes de cultura alternativa, fotógrafos, quem busca experiências autênticas e foge do turismo convencional.
Hospedagens recomendadas: Nunnery Guesthouse (charmoso), Urban Hyve Apartments (Airbnb), options em Brunswick Street.
Carlton
Carlton é o bairro italiano de Melbourne, famoso pela Lygon Street repleta de restaurantes italianos autênticos. Também abriga o Melbourne Museum e está próximo aos Royal Botanic Gardens.
Vantagens: Tranquilidade, excelente gastronomia italiana, proximidade com museus e jardins, atmosfera familiar.
Perfil ideal: Famílias, foodie lovers, quem busca um ambiente mais tranquilo mas ainda central.
Hospedagens recomendadas: Downton on Lygon (aparthotel), Quest Carlton (intermediário).
🚗 Compare Opções de Transporte
Escolha o tipo de deslocamento e veja as melhores opções:
Roteiro de 3 Dias em Melbourne: O Essencial

Se você tem apenas três dias para sua viagem a Melbourne, preparei um roteiro que cobre o essencial da cidade sem correria excessiva. Este é o roteiro que recomendo para quem está conhecendo Melbourne pela primeira vez e quer levar as melhores impressões para casa.
Dia 1 – Centro e Cultura: Descobrindo o Coração de Melbourne
Comece seu primeiro dia bem cedo em Federation Square, o epicentro cultural de Melbourne. Este espaço público abriga o Australian Centre for the Moving Image (ACMI), museu interativo dedicado ao cinema e jogos eletrônicos com entrada gratuita, segundo informações do site oficial do ACMI. A arquitetura moderna e controversa do prédio contrasta interessantemente com a histórica Flinders Street Station logo ao lado.
Caminhe até a Flinders Street Station, a estação de trem mais antiga da Austrália, inaugurada em 1854. Não deixe de fotografar o icônico relógio da fachada, ponto de encontro tradicional dos melbournianos. Logo em frente fica a St Paul’s Cathedral, catedral anglicana de estilo gótico construída entre 1880 e 1891 – a entrada é gratuita.
A poucos minutos a pé, visite Hosier Lane, o mais famoso beco de arte de rua de Melbourne. As paredes são constantemente repintadas por artistas locais e internacionais, então cada visita é única. Continue pela Centre Place e AC/DC Lane (sim, batizada em homenagem à banda australiana) para mais arte urbana impressionante.
Por volta das 11h30, caminhe até o Queen Victoria Market para almoçar. Este mercado ao ar livre opera desde 1878 e é o maior do hemisfério sul, conforme dados da Queen Victoria Market. Experimente comidas de diversos países nas bancas: vietnamita, grega, italiana, tailandesa – tudo fresco e a preços honestos (AUD 12-20 por refeição).
À tarde, dedique pelo menos duas horas à National Gallery of Victoria (NGV), no St Kilda Road. É o museu de arte mais antigo e maior da Austrália, com mais de 70 mil obras que vão desde arte indígena australiana até mestres europeus como Rembrandt e Monet. A entrada para a coleção permanente é gratuita, uma gentileza que poucos museus desse calibre oferecem no mundo.
Termine o dia em Southbank, caminhando pela margem do rio Yarra. Jante em um dos restaurantes com vista para a cidade iluminada. Não perca o show de chamas do Crown Casino, que acontece a cada hora a partir das 20h – línguas de fogo de até 3 metros de altura sincronizadas com música.
Dia 2 – Jardins e Mirantes: A Melbourne Verde e Panorâmica
Dedique a manhã inteira aos Royal Botanic Gardens, considerados uns dos jardins botânicos mais belos do mundo. Com 38 hectares e mais de 8.500 espécies de plantas dos cinco continentes, é um oásis verde no coração da cidade, segundo o Royal Botanic Gardens Victoria.
Chegue cedo (os jardins abrem às 7h30) para aproveitar a tranquilidade matinal e a luz perfeita para fotos. Caminhe sem pressa pelos diferentes jardins temáticos: o Fern Gully (vale de samambaias), o Ornamental Lake com seus cisnes negros, e o Guilfoyle’s Volcano, colina artificial com vista panorâmica. Leve um lanche e faça um piquenique no gramado – é permitido e os locais adoram fazer isso.
Ao sair dos jardins, caminhe 10 minutos até o Shrine of Remembrance, memorial de guerra construído para homenagear os australianos que serviram nas guerras mundiais. A entrada é gratuita e você pode subir ao topo para uma vista de 360 graus da cidade. Ao meio-dia de 11 de novembro (Remembrance Day), um raio de sol atravessa a abertura do telhado e ilumina a palavra “LOVE” inscrita no chão – um efeito arquitetônico intencional e emocionante.
Almoce em algum café próximo ao CBD e depois siga para o Eureka Skydeck, no 88º andar do Eureka Tower. É o observatório mais alto do hemisfério sul, oferecendo vistas espetaculares da cidade, da Port Phillip Bay e, em dias claros, até das montanhas Dandenong ao leste. O ingresso custa AUD 27 (R$ 115), mas vale cada centavo. Os mais corajosos podem experimentar The Edge, uma caixa de vidro que se projeta para fora do prédio, suspensa a 300 metros de altura (adicional de AUD 12).
Dia 3 – Praias: O Litoral de Melbourne
Seu terceiro dia será dedicado a conhecer o litoral de Melbourne. Comece pegando o trem da linha Sandringham até Brighton Beach Station (cerca de 25 minutos do CBD). Caminhe 5 minutos até a praia para ver as famosas Brighton Bathing Boxes, 82 casinhas coloridas de madeira construídas na década de 1860 que se tornaram um dos cartões-postais mais fotografados da Austrália.
Cada casinha tem design e cores únicas, muitas pintadas com padrões artísticos ou temas australianos. São propriedades privadas (algumas valem mais de AUD 300 mil!), então você não pode entrar, mas pode fotografar à vontade. A melhor luz para fotos é pela manhã ou no final da tarde.
Continue de trem até St Kilda, a praia mais popular de Melbourne. Menos fotografada que Brighton mas muito mais animada, St Kilda tem ambiente de praia urbana com palmeiras, calçadão movimentado, cafés e restaurantes. Almoce em Acland Street, famosa por suas confeitarias e cafés – experimente o bolo de chocolate no Monarch Cake Shop, tradição local desde 1934.
À tarde, visite o Luna Park, parque de diversões histórico operando desde 1912. A entrada é gratuita e você paga apenas pelos brinquedos que quiser usar. A roda-gigante oferece linda vista da baía. Caminhe pelo píer de St Kilda, que se estende 700 metros mar adentro e oferece vista linda da cidade ao longe.
O grande destaque do dia vem no final da tarde: a Little Penguins Colony no St Kilda Breakwater. Ao pôr do sol, pequenos pinguins-azuis (a menor espécie de pinguim do mundo) retornam do mar para suas tocas nas pedras do quebra-mar. A experiência é gratuita e emocionante, segundo informações do Parks Victoria. Chegue por volta das 18h-19h (dependendo da estação) e espere pacientemente nas plataformas de observação.
“Ver os pinguins em St Kilda foi um dos momentos mais especiais da minha viagem a Melbourne. Gratuito, acessível e emocionante! Ficamos mais de uma hora observando eles entrando e saindo das tocas. Leve um casaco porque venta bastante!” – Viajante brasileiro no Reddit compartilhando experiência. Fonte: Reddit
Great Ocean Road: A Estrada Costeira Mais Bonita do Mundo
Se você me perguntar qual o passeio absolutamente imperdível em uma viagem a Melbourne, minha resposta é imediata: Great Ocean Road. Esta estrada costeira de 243 quilômetros que serpenteia o litoral sul de Victoria é considerada uma das rotas panorâmicas mais espetaculares do planeta, rivalizando com a Pacific Coast Highway da Califórnia ou a Amalfi Coast da Itália.
Construída entre 1919 e 1932 por soldados retornados da Primeira Guerra Mundial como memorial aos camaradas caídos, a Great Ocean Road é em si uma obra de engenharia impressionante. Mas o verdadeiro espetáculo são as formações rochosas esculpidas pelo Oceano Austral ao longo de milhões de anos, especialmente os icônicos Twelve Apostles (Doze Apóstolos).
Tour Organizado vs Carro Alugado: O Que Escolher
Esta é sempre uma dúvida importante. Tours organizados custam entre AUD 95 e AUD 150 (R$ 403 a R$ 637) e incluem transporte em van ou ônibus confortável com ar-condicionado, guia em inglês, paradas nos principais pontos e às vezes um lanche leve. A grande vantagem é não se preocupar com direção, especialmente porque dirigir na mão inglesa pode ser desafiador para brasileiros – eu mesmo precisei de tempo para me adaptar.
Alugar um carro custa a partir de AUD 80 por dia mais combustível (cerca de AUD 40-60 para o percurso completo), totalizando aproximadamente AUD 120-140 (R$ 510-595). A vantagem é flexibilidade total: você para onde quiser, pelo tempo que quiser, pode fazer trilhas extras, almoçar com calma em Apollo Bay, e não está preso ao cronograma apertado dos tours.
Minha recomendação: se você se sente confortável dirigindo, nunca dirigiu na mão inglesa mas está disposto a tentar, e viaja com pelo menos mais uma pessoa para dividir custos, alugue um carro. A liberdade vale muito a pena. Se você viaja sozinho, tem receio de dirigir na mão inglesa, ou prefere não se preocupar com navegação e apenas aproveitar as paisagens, vá de tour organizado.
Roteiro Completo: Principais Paradas da Great Ocean Road
O passeio completo leva de 12 a 14 horas saindo de Melbourne bem cedo (7h-8h) e retornando por volta das 20h-21h. É um dia intenso, mas absolutamente inesquecível. Aqui está o roteiro detalhado com as paradas essenciais:
Torquay (100 km de Melbourne – 1h15): Primeira parada importante, Torquay é considerada a capital mundial do surfe. É onde nasceu a marca Rip Curl e onde fica Bells Beach, praia que sedia o Rip Curl Pro, uma das etapas do campeonato mundial de surfe. Parada rápida de 20-30 minutos para fotos e café.
Memorial Arch (3 km depois de Torquay): Este arco marca o início oficial da Great Ocean Road. Parada obrigatória para foto com a placa e o oceano ao fundo.
Lorne (45 km de Torquay – 35 min): Charmosa cidade litorânea cercada por montanhas cobertas de floresta. Se tiver tempo, faça o desvio de 15 minutos até as Erskine Falls, cachoeira de 30 metros no meio da floresta temperada. Parada de 30-45 minutos.
Apollo Bay (93 km de Lorne – 1h): Vila de pescadores perfeita para almoço. Muitos tours param aqui para a refeição (não incluída). Experimente fish and chips fresquinhos em algum café à beira-mar (AUD 15-25). Tempo de parada: 45-60 minutos.
Great Otway National Park (20 km depois de Apollo Bay): A estrada entra por dentro do parque nacional, passando por floresta temperada com eucaliptos gigantes de mais de 70 metros de altura. Se você tem sorte e olhos aguçados, pode avistar coalas dormindo nos galhos – eles são difíceis de ver, mas existem placas indicando áreas onde são mais comuns. Parada de 20-30 minutos.
Twelve Apostles (190 km de Melbourne): O ponto alto absoluto. Oito pilares de calcário (já foram doze, mas a erosão derrubou alguns) se erguem majestosamente das ondas turquesa do Oceano Austral. As plataformas de observação oferecem vistas espetaculares de diferentes ângulos. Ao pôr do sol, a luz dourada ilumina as rochas de forma mágica – tente coordenar sua visita para este horário. Tempo de parada: 45-60 minutos. Entrada gratuita, conforme Visit Victoria.
Loch Ard Gorge (5 km dos Twelve Apostles): Desfiladeiro dramático com história trágica: em 1878, o navio Loch Ard naufragou aqui, matando 52 dos 54 passageiros. Os dois sobreviventes foram arrastados para esta pequena praia protegida. Você pode descer até a praia por uma escada e sentir a força do oceano de perto. Parada de 30 minutos.
London Bridge (10 km de Loch Ard Gorge): Esta formação rochosa tinha dois arcos conectando-a à costa, parecendo a ponte de Londres. Em janeiro de 1990, um dos arcos desabou, isolando dois turistas que estavam em cima e precisaram ser resgatados de helicóptero. Hoje resta apenas um arco. Parada de 15-20 minutos.
O retorno para Melbourne geralmente é pela Princes Highway (rota interna), mais rápida que a costeira, levando cerca de 3 horas direto. Você chegará cansado mas com memórias inesquecíveis.
Dicas Práticas Para Great Ocean Road
- Leve casaco, mesmo no verão – venta muito nas plataformas de observação
- Protetor solar e chapéu são essenciais – o sol australiano é muito forte
- Leve água e snacks para o caminho
- Carregue totalmente a bateria do celular/câmera – você vai tirar centenas de fotos
- Se dirigir, reabasteça em Apollo Bay – depois disso há poucas opções
- Melhor época: verão (dezembro a fevereiro) tem menos chuva e dias mais longos
- Se possível, evite finais de semana – fica lotado
Phillip Island: Desfile dos Pinguins ao Pôr do Sol

Phillip Island fica a 140 quilômetros ao sudeste de Melbourne (cerca de 2 horas de carro) e oferece uma das experiências de vida selvagem mais encantadoras da Austrália: o Penguin Parade, desfile noturno de pequenos pinguins-azuis que retornam do mar para suas tocas após um dia de pesca no oceano.
Estes são os menores pinguins do mundo, medindo apenas 33 centímetros de altura e pesando cerca de 1 kg. Todas as noites ao pôr do sol, centenas deles emergem das ondas em grupos e caminham desajeitadamente pela praia até suas tocas nas dunas, onde seus filhotes aguardam famintos. O espetáculo é natural, não encenado, e acontece todos os dias do ano, independente do clima, segundo informações do Phillip Island Nature Parks.
Como Funciona o Penguin Parade
O Penguin Parade acontece na Summerland Beach, no extremo sudoeste da ilha. Arquibancadas foram construídas estrategicamente na praia para que centenas de visitantes possam observar os pinguins sem perturbá-los. É proibido fotografar ou filmar (o flash assusta os pinguins e pode prejudicar sua visão), então você precisará guardar bem a memória dessa experiência no coração.
O horário exato do desfile varia conforme o pôr do sol de cada dia – no verão pode ser às 21h, no inverno às 18h. A chegada dos pinguins não é pontual: eles vêm em ondas ao longo de 30-50 minutos. Os primeiros grupos são os mais emocionantes, quando centenas de pequenos pinguins aparecem simultaneamente das ondas.
Ingressos e preços (2026):
- General Viewing (arquibancada geral): AUD 27,20 (R$ 115) adultos, AUD 13,60 crianças
- Penguins Plus (arquibancadas mais próximas, grupos menores): AUD 58 (R$ 246) adultos
- Underground Viewing (observação por baixo da terra, através de janelas de vidro): AUD 72 (R$ 306) adultos
Compre online no site oficial para garantir vaga e economizar AUD 5 por ingresso em relação à compra na hora.
Tour Completo vs Ida Por Conta Própria
Tours organizados saindo de Melbourne custam entre AUD 140 e AUD 180 (R$ 595 a R$ 765) e incluem transporte ida e volta, ingresso para o Penguin Parade, visitas ao Nobbies (formações rochosas onde focas descansam) e ao Koala Conservation Centre. O passeio dura 10-12 horas e geralmente retorna a Melbourne por volta da meia-noite.
Se alugar carro, você tem flexibilidade para explorar a ilha no seu ritmo. Além do Penguin Parade, vale visitar o Churchill Island Heritage Farm (fazenda histórica), fazer a trilha costeira até The Nobbies, e passar por Cape Woolamai para ver surfistas pegando ondas.
Melhor época: o verão australiano (dezembro a fevereiro) tem mais pinguins ativos, mas o espetáculo acontece todas as noites. Chegue com pelo menos 1 hora de antecedência para garantir bons lugares e visite o centro de interpretação enquanto espera – há exposições interessantes sobre a vida dos pinguins e os esforços de conservação.
Transporte Público em Melbourne: Dominando o Sistema Myki

Uma das grandes vantagens de Melbourne é seu sistema de transporte público integrado, eficiente e relativamente fácil de usar. A cidade conta com trams (bondes), trens e ônibus que cobrem toda a região metropolitana, todos operados pelo Public Transport Victoria (PTV).
O Myki Card é o cartão inteligente recarregável que funciona em todos os modais. Entender como ele funciona vai economizar seu dinheiro e evitar multas pesadas – e eu vou te explicar tudo que você precisa saber.
Tudo Sobre o Myki Card
O cartão Myki custa AUD 6 (não reembolsável) e pode ser comprado em lojas 7-Eleven espalhadas por toda a cidade, estações de trem, pontos de atendimento PTV e através do aplicativo Myki Mobile. Após comprar o cartão, você precisa carregá-lo com crédito antes de usar.
Tarifas atualizadas para 2026 (zona 1+2):
- Viagem de 2 horas: AUD 5,70 (R$ 24)
- Tarifa diária (cap diário): AUD 11,40 (R$ 48)
- Tarifa semanal: AUD 57 (R$ 242)
- Fim de semana: AUD 7,60 por dia (R$ 32)
As tarifas aumentaram em janeiro de 2026, conforme anunciado pelo Public Transport Victoria. O sistema tem um “daily cap” (teto diário): depois de gastar AUD 11,40 em viagens no mesmo dia, todas as viagens seguintes são gratuitas automaticamente.
Como Usar o Myki: Touch On e Touch Off
O sistema funciona com leitores amarelos instalados nas plataformas de trem, dentro dos trams e nos ônibus. Você deve:
- Trens: Touch on ao entrar na estação, touch off ao sair na estação de destino
- Trams: Touch on ao entrar, NÃO precisa touch off (exceto se estiver fora da Free Tram Zone)
- Ônibus: Touch on ao entrar, touch off ao sair
Esquecer de fazer touch off em trens e ônibus resulta em cobrança da tarifa máxima. Sempre lembre de encostar o cartão ao sair!
Free Tram Zone: Transporte Gratuito no Centro
Uma das melhores coisas de Melbourne é a Free Tram Zone no CBD, área onde você pode viajar de tram gratuitamente sem nem precisar tocar o Myki. Esta zona cobre praticamente todas as principais atrações turísticas: Federation Square, Flinders Street Station, Queen Victoria Market, Parliament House, e muito mais.
Dentro da Free Tram Zone, apenas entre no tram e sente-se – não toque o Myki. Se você vai sair da zona gratuita, aí sim precisa tocar o cartão. Mapas da Free Tram Zone estão disponíveis em todas as paradas de tram e no aplicativo PTV.
Aplicativos Essenciais Para Transporte em Melbourne
- PTV (Public Transport Victoria): App oficial com planejador de rotas, horários em tempo real, informações sobre interrupções. Indispensável!
- Myki Mobile: Permite comprar e gerenciar seu Myki pelo celular (requer cartão de crédito australiano ou internacional)
- Google Maps: Excelente para planejar rotas combinando diferentes modais
- Uber/Didi: Para quando o transporte público não for conveniente
Multas: Como Evitar Problemas
Fiscais do transporte público (uniformizados ou à paisana) fazem checagens frequentes. Ser pego sem Myki válido ou sem fazer touch on resulta em multa de AUD 278 (cerca de R$ 1.180), segundo o PTV. Não vale a pena arriscar.
Regras de ouro para evitar multas:
- Sempre tenha saldo suficiente no seu Myki
- Sempre faça touch on ao entrar
- Sempre faça touch off em trens e ônibus
- Se em dúvida dentro da Free Tram Zone, toque o cartão mesmo assim
- Guarde seu Myki mesmo depois de sair da Austrália – o saldo não expira e você pode reutilizar em viagens futuras
Preparativos Essenciais Antes da Viagem
Viajar para a Austrália exige preparação cuidadosa. Ao longo dos anos ajudando brasileiros a planejar suas viagens internacionais – você pode conferir nosso guia completo de viagem ao exterior – identifiquei os preparativos essenciais que não podem faltar.
Documentação Completa
Além do passaporte válido por pelo menos 6 meses após a entrada na Austrália e do visto aprovado, você precisará:
- Certificado Internacional de Vacinação (CIVP): Obrigatório com vacina de febre amarela
- Cópias impressas: Visto, passaporte, reservas de hotel, passagem de retorno
- Comprovantes financeiros: Extratos bancários ou cartão de crédito internacional
- Seguro viagem: Não obrigatório mas altamente recomendado
- Permissão Internacional para Dirigir (PID): Se planeja alugar carro
Seguro Viagem: Vale a Pena?
Embora não seja obrigatório para a Austrália, o seguro viagem é altamente recomendado. Os custos médicos australianos são estratosféricos: uma simples consulta médica custa entre AUD 80 e AUD 150 (R$ 340 a R$ 637), uma internação pode facilmente ultrapassar AUD 10.000, e um resgate médico pode custar dezenas de milhares de dólares.
Seguradoras como Assist Card, Travel Ace e GTA oferecem coberturas específicas para a Oceania com planos a partir de R$ 20 por dia. Busque coberturas mínimas de USD 50.000 para despesas médicas, incluindo cobertura para cancelamento de viagem, extravio de bagagem e assistência jurídica.
Dinheiro e Câmbio: Como Levar Seu Dinheiro
A moeda australiana é o dólar australiano (AUD), que em janeiro de 2026 está cotado em torno de R$ 4,25. A forma mais vantajosa de levar dinheiro é através de cartões internacionais pré-pagos como Wise, Nomad ou C6 Bank, que oferecem taxas de câmbio próximas às comerciais e IOF reduzido de 1,1% em comparação aos 6,38% de cartões de crédito convencionais.
Trocar reais por dólares australianos no Brasil geralmente resulta em taxas menos favoráveis. Casas de câmbio cobram spread (diferença entre compra e venda) de 5% a 8%, tornando essa opção pouco atraente. Leve entre AUD 300 e AUD 500 em espécie (R$ 1.275 a R$ 2.125) para emergências e pequenos gastos nos primeiros dias, mas faça a maior parte dos pagamentos com cartão.
Caixas eletrônicos (ATMs) estão amplamente disponíveis em Melbourne, mas cobram taxas de saque internacional entre AUD 5 e AUD 10 por transação. Evite sacar pequenas quantias múltiplas vezes – prefira um saque maior para diluir a taxa.
Chip Internacional e Internet em Melbourne
Estar conectado durante sua viagem a Melbourne facilita enormemente a navegação, o uso de apps de transporte público e a comunicação. As principais operadoras australianas são Telstra, Optus e Vodafone, todas com planos turísticos específicos.
Planos pré-pagos para turistas custam entre AUD 30 e AUD 50 (R$ 127 a R$ 212) e oferecem de 20 a 40 GB de dados válidos por 28 dias, além de ligações ilimitadas dentro da Austrália. Chips físicos podem ser comprados no aeroporto de Melbourne (lojas abertas 24h) ou em lojas das operadoras no CBD.
Alternativas de eSIM como Airalo, Holafly e Nomad permitem ativação antes mesmo de sair do Brasil, eliminando a necessidade de trocar o chip físico do seu celular. Essa é minha opção preferida pela praticidade – você chega em Melbourne já conectado.
Apps essenciais para baixar antes de viajar:
- PTV (transporte público oficial)
- Google Maps (navegação)
- Uber e Didi (transporte privado)
- Myki Mobile (gerenciamento do cartão de transporte)
- TripAdvisor (avaliações de restaurantes e atrações)
- XE Currency (conversor de moedas)
- What’s On Melbourne (eventos e atrações)
Adaptador de Tomada e Voltagem
A Austrália usa tomadas tipo I (três pinos chatos em formato de “V”), diferentes das brasileiras. A voltagem é 220-240V, 50Hz, conforme padrões do Standards Australia. Você precisará de um adaptador universal, que pode ser comprado no Brasil por R$ 20-50 ou em lojas de conveniência no aeroporto de Melbourne por AUD 15-25.
A maioria dos eletrônicos modernos (celulares, laptops, câmeras) é bivolt e funcionará perfeitamente – verifique a etiqueta do carregador. Secadores de cabelo e chapinhas antigas podem não ser bivolts, então confirme antes de levar.
Chegada em Melbourne: Do Aeroporto ao Centro

O Aeroporto de Melbourne Tullamarine (MEL) fica a 23 quilômetros a noroeste do centro da cidade. É o segundo aeroporto mais movimentado da Austrália, atendendo mais de 37 milhões de passageiros anualmente, segundo dados da Melbourne Airport.
O aeroporto tem quatro terminais, mas a maioria dos voos internacionais chega no Terminal 2. A imigração australiana é rigorosa mas eficiente – tenha todos os documentos organizados e acessíveis: passaporte, visto impresso, certificado de vacinação, comprovante de hospedagem e passagem de retorno.
✅ Checklist Completo de Viagem
Marque os itens conforme for completando sua preparação:
SkyBus – Minha recomendação para a maioria: O SkyBus é a opção mais popular e custo-efetiva. Opera 24 horas por dia, 7 dias por semana, com ônibus saindo a cada 10-15 minutos. O trajeto leva de 20 a 30 minutos até a Southern Cross Station no CBD, de onde você pode pegar tram ou táxi para seu hotel. Compre o bilhete online no site oficial do SkyBus com 10% de desconto ou nas máquinas automáticas vermelhas no aeroporto.
Opções de Transporte do Aeroporto Para o Centro
🚕 Comparador de Transporte: Aeroporto → Centro
Compare as opções de transporte e escolha a melhor para seu perfil:
| Transporte | Tempo | 1 pessoa | 2 pessoas | 3-4 pessoas | Melhor Para |
|---|---|---|---|---|---|
| 🚌 SkyBus Melhor Valor | 20-30 min | R$ 87 | R$ 174 | R$ 261-348 | Viajantes solo, econômico |
| 🚖 Táxi | 25-35 min | R$ 255-340 | R$ 255-340 | R$ 255-340 | Grupos, muita bagagem |
| 🚗 Uber/Didi Popular | 25-35 min | R$ 212-295 | R$ 212-295 | R$ 212-295 | Conforto intermediário |
| 🚙 Transfer Privado | 25-30 min | R$ 425+ | R$ 425+ | R$ 425+ | Chegada tarde, VIP |
Táxis e Uber são mais convenientes se você chega muito cansado após 24+ horas de viagem, tem muita bagagem, ou viaja em grupo de 3-4 pessoas (o custo dividido fica competitivo). A fila de táxis fica logo na saída do terminal de desembarque internacional.
Gastronomia em Melbourne: A Capital dos Cafés
Se existe algo que Melbourne leva extremamente a sério é café. A cidade é mundialmente reconhecida como a capital do café na Austrália, com uma cultura de cafeterias que rivaliza – e muitos argumentam que supera – cidades europeias como Roma ou Viena. Isso aconteceu graças às ondas de imigração italiana e grega no pós-guerra, que trouxeram a cultura do café de qualidade.
O flat white, bebida criada na Oceania que se tornou fenômeno mundial, é onipresente aqui. Um bom flat white custa entre AUD 4 e AUD 6 (R$ 17 a R$ 25), e os baristas levam seu trabalho com seriedade artística. Experimentar cafés em diferentes bairros é praticamente uma atividade turística – cada região tem seu café cult favorito pelos locais.
Melhores Cafés Por Bairro
CBD: Dukes Coffee Roasters (Flinders Lane), Pellegrini’s Espresso Bar (marco histórico desde 1954), Seven Seeds.
Fitzroy: Industry Beans (cafeteria moderna em armazém convertido), Proud Mary, Brother Baba Budan (pioneiro da cena de specialty coffee).
Carlton: D.O.C Espresso, Brunetti (confeitaria italiana legendária), Seven Seeds Black Cat.
St Kilda: Moby 3143, Republica, Topolino’s.
Onde Comer Bem e Barato em Melbourne
A gastronomia multicultural de Melbourne reflete sua população diversa. Você encontra autenticidade em cada esquina: vietnamita, tailandesa, grega, italiana, etíope, japonesa – tudo preparado por comunidades imigrantes que trouxeram suas tradições culinárias.
Queen Victoria Market: O mercado é indispensável para quem quer economizar e comer bem. Funciona de terça a domingo, com bancas de comida de rua oferecendo refeições completas por AUD 12-20 (R$ 51-85). Experimente o bratwurst alemão, as empanadas argentinas ou o pad thai tailandês. A seção de frutas e vegetais tem preços excelentes para quem está em Airbnb ou hostel com cozinha.
Chinatown (Little Bourke Street): Concentração de restaurantes asiáticos autênticos com preços honestos. Almoços executivos custam AUD 12-18 (R$ 51-76). Box Hill, subúrbio a 30 minutos do centro, tem a melhor comida asiática de Melbourne a preços ainda melhores.
Lygon Street (Carlton): A rua italiana de Melbourne, repleta de trattorias familiares. Pratos de massa custam AUD 18-28 (R$ 76-119). O autêntico sabor italiano sem precisar voar para a Itália.
Chapel Street (South Yarra): Variedade impressionante de restaurantes, de econômicos a sofisticados. Bom para explorar diferentes culinárias.
Supermercados: Woolworths, Coles e Aldi são as grandes redes. Uma compra básica para café da manhã e lanches sai por AUD 40-60 (R$ 170-255) e dura vários dias. Produtos em promoção (etiqueta amarela) podem ter 30-50% de desconto.
Pratos Australianos Para Experimentar
A culinária australiana moderna é fusion e criativa, mas existem alguns clássicos que você deveria experimentar:
- Meat Pie: Torta de carne icônica, vendida em padarias e estádios. A Australian comfort food por excelência.
- Fish and Chips: Peixe empanado com batatas fritas, melhor quando comido à beira-mar em St Kilda.
- Lamington: Bolo de chocolate coberto com coco ralado, doce tradicional australiano.
- Pavlova: Sobremesa de merengue com frutas frescas, disputada entre Austrália e Nova Zelândia como invenção nacional.
- Vegemite: Pasta salgada de extrato de levedura. Ame ou odeie – geralmente odeie na primeira vez.
- Tim Tam: Biscoito de chocolate que brasileiros adoram. Leve vários pacotes para casa.
- Barramundi: Peixe australiano delicioso, preparado grelhado ou em fish and chips gourmet.
Roteiro de 5 Dias em Melbourne: Versão Completa

Se você tem cinco dias para sua viagem a Melbourne, poderá conhecer a cidade com mais profundidade e incluir pelo menos um dos bate-voltas icônicos. Este roteiro equilibra atrações urbanas, natureza e experiências culturais.
Dias 1-3: Roteiro Essencial Já Descrito
Siga o roteiro detalhado de 3 dias que apresentei anteriormente: Dia 1 focado no centro e cultura, Dia 2 em jardins e mirantes, Dia 3 nas praias de Brighton e St Kilda.
Dia 4: Great Ocean Road (Dia Inteiro)
Reserve este dia inteiro para o passeio mais espetacular de Melbourne: a Great Ocean Road. Saia bem cedo (7h) seja em tour organizado ou com carro alugado. O roteiro completo está detalhado na seção específica sobre Great Ocean Road. Você retornará cansado mas com memórias inesquecíveis por volta das 20h-21h.
Dia 5: Bairros Alternativos e Cultura Local
Dedique o último dia a explorar os bairros mais autênticos e alternativos de Melbourne, onde a vida local pulsa.
Manhã – Fitzroy: Comece tomando café da manhã em um dos cafés excepcionais de Brunswick Street. Caminhe pelas ruas cheias de arte urbana – cada esquina revela murais impressionantes. Visite lojas vintage, galerias de arte independentes e boutiques de designers locais. Rose Street Artists’ Market (sábados e domingos) é excelente para artesanato e arte local.
Almoço – Lygon Street: Vá até Carlton e almoce em uma trattoria italiana autêntica na Lygon Street. Depois, caminhe até o Melbourne Museum (se não visitou ainda) ou simplesmente passeie pelas ruas arborizadas de Carlton admirando a arquitetura vitoriana.
Tarde – South Melbourne Market: Este mercado é menos turístico que o Queen Victoria Market mas igualmente charmoso. Funciona desde 1867 e oferece produtos frescos, cafés, e bancas de comida excelentes. Experimente os dim sums ou as empanadas.
Final da tarde – Docklands: Caminhe até Docklands, região portuária revitalizada. Suba na Melbourne Star (roda-gigante) se ainda não fez, caminhe pela marina, e aprecie a vista da cidade do outro lado da baía.
Termine sua viagem a Melbourne com um jantar especial em algum restaurante que marcou você durante a semana, refletindo sobre tudo que conheceu.
Roteiro de 7 Dias: Melbourne Completa

Uma semana permite explorar Melbourne com calma e incluir dois bate-voltas importantes. Para famílias planejando roteiros mais longos, recomendo conferir nossas sugestões de roteiros de férias familiares que podem ajudar no planejamento.
Dias 1-5: Roteiro Completo de 5 Dias
Siga o roteiro de 5 dias já detalhado, que cobre o essencial de Melbourne e inclui a Great Ocean Road.
Dia 6: Phillip Island e os Pinguins
Dedique este dia ao passeio a Phillip Island, detalhado na seção específica. Saia de manhã, visite o Koala Conservation Centre, almoce em Cowes (principal cidade da ilha), explore o Nobbies Boardwalk e termine com o emocionante Penguin Parade ao pôr do sol. Você retornará tarde (meia-noite), então planeje um dia mais leve no dia seguinte.
Dia 7: Dandenong Ranges e Puffing Billy Railway
Seu último dia será dedicado às montanhas Dandenong, a apenas 40 km a leste de Melbourne. Esta cordilheira coberta por floresta temperada oferece ar puro, trilhas, vilarejos charmosos e o histórico Puffing Billy, trem a vapor que funciona desde 1900.
Manhã – Puffing Billy Railway: Pegue o trem a vapor na estação de Belgrave (chegue 30 minutos antes da partida). O passeio clássico vai até Lakeside (percurso de 1h cada trecho) atravessando pontes de madeira, passando por florestas de samambaias gigantes e oferecendo vistas das montanhas. O tradicional é sentar na janela com as pernas para fora – permitido e seguro! Ingressos custam AUD 55-65 (R$ 234-276) e devem ser comprados antecipadamente no site oficial.
Almoço – Sassafras: Este vilarejo encantador parece saído de um conto de fadas. Almoce no Miss Marple’s Tea Room ou em um dos cafés aconchegantes. Explore lojas de antiguidades e galerias de arte.
Tarde – Trilhas e Mirantes: Faça a trilha de 1000 Steps (na verdade são 768 degraus) no Ferntree Gully National Park para vistas panorâmicas. Ou visite o SkyHigh Mount Dandenong para vista de 360 graus que alcança Melbourne e a baía de Port Phillip.
Retorne a Melbourne no final da tarde, faça as malas e prepare-se para a despedida desta cidade incrível.
“Fiz o passeio de Puffing Billy e foi uma das experiências mais legais da viagem. Parece que você volta no tempo. Sentar com as pernas para fora do trem foi emocionante, e a floresta era linda. Super recomendo para quem tem crianças ou quer algo diferente!” – Família brasileira compartilhando experiência. Fonte: Reddit
Top 20 Atrações Imperdíveis em Melbourne
Melbourne tem dezenas de atrações, mas estas 20 são verdadeiramente imperdíveis em qualquer viagem à cidade:
Centro e Cultura
1. Federation Square: Coração cultural de Melbourne, com arquitetura contemporânea controversa mas icônica. Abriga o ACMI, espaços de eventos gratuitos, restaurantes e é o ponto de encontro favorito dos melbournianos. Localização: intersecção de Flinders Street e St Kilda Road.
2. Flinders Street Station: Estação de trem mais antiga da Austrália (1854), com fachada eduardiana amarela e relógio icônico. O encontro “under the clocks” é tradição local há gerações. Visite o interior para apreciar a arquitetura vitoriana.
3. Hosier Lane: Beco mundialmente famoso por sua arte de rua em constante mudança. Artistas locais e internacionais repintam as paredes semanalmente. Fotografe, mas respeite os artistas – muitos trabalham em tempo real. Melhor luz: manhã.
4. Queen Victoria Market: Maior mercado ao ar livre do hemisfério sul, operando desde 1878. Mais de 600 comerciantes vendem frutas, legumes, carnes, peixes, roupas e souvenirs. Imperdível: night market no verão (quartas-noites). Endereço: Queen Street e Victoria Street.
5. State Library of Victoria: Biblioteca pública mais antiga da Austrália (1854) com a impressionante La Trobe Reading Room – domo octogonal que acomoda um milhão de livros. Entrada gratuita. Exposições rotativas excelentes.
Museus e Arte
6. National Gallery of Victoria (NGV): Maior e mais antigo museu de arte da Austrália. Duas sedes: NGV International (arte internacional) e NGV Australia (arte australiana e indígena). Coleção permanente gratuita. Exposições temporárias pagas mas geralmente excelentes. Não perca a Great Hall e o water wall na entrada.
7. Melbourne Museum: Maior museu da Austrália, com exposições sobre história natural, culturas aborígenes, ciência e história social. O Forest Gallery tem 8.000 espécimes preservados em uma floresta recriada. Cinema IMAX no complexo. Ingressos: AUD 15 adultos.
8. Royal Exhibition Building: Único edifício na Austrália com status de Patrimônio Mundial da UNESCO. Construído para a Exposição Internacional de 1880, hospeda exposições e eventos. Tours guiados disponíveis. Localização: Carlton Gardens.
Natureza e Parques
9. Royal Botanic Gardens: 38 hectares de jardins impecáveis com mais de 8.500 espécies de plantas. Destaques: Fern Gully (vale de samambaias), Ornamental Lake (cisnes negros), Australian Rainforest Walk. Entrada gratuita, aberto diariamente das 7h30 ao pôr do sol. Tours guiados gratuitos às 11h e 14h.
10. Yarra River: O rio que corta Melbourne oferece belas caminhadas pela margem, especialmente entre Southbank e Royal Botanic Gardens. Cruzeiros fluviais disponíveis. Aluguéis de caiaque e stand-up paddle para os aventureiros.
11. Shrine of Remembrance: Memorial de guerra construído entre 1928-1934 em estilo clássico. Vista panorâmica de Melbourne do topo. Ao meio-dia de 11 de novembro (Remembrance Day), um raio de sol ilumina a palavra “LOVE” inscrita no chão – efeito arquitetônico intencional. Entrada gratuita.
Mirantes
12. Eureka Skydeck: Observatório no 88º andar (300 metros de altura) com vistas de 360 graus. Piso de vidro e The Edge (caixa de vidro suspensa) para os corajosos. Melhor horário: pôr do sol. Ingressos: AUD 27.
13. Melbourne Star: Roda-gigante de 120 metros de altura em Docklands. Cabines fechadas com ar-condicionado. Uma revolução completa leva 30 minutos. Vista diferente do Eureka Skydeck – você vê a cidade e a baía. Ingressos: AUD 32.
Praias e Orla
14. St Kilda Beach: Praia urbana mais popular de Melbourne com píer histórico, Luna Park, muitos restaurantes e bares. Escola de kitesurf e windsurf. Colônia de pinguins no breakwater ao pôr do sol (gratuito).
15. Brighton Beach Bathing Boxes: 82 casinhas coloridas de madeira de 1860, cartão-postal icônico de Melbourne. Cada uma única em design. Melhor luz: manhã ou final de tarde. Acesso: trem até Brighton Beach Station.
16. St Kilda Pier: Píer de 700 metros que se estende sobre Port Phillip Bay. Vista linda da cidade. Pequena colônia de pinguins nas rochas do breakwater – observação gratuita ao pôr do sol.
Entretenimento
17. Luna Park: Parque de diversões vintage operando desde 1912. Entrada gratuita, paga-se por brinquedo. Roda-gigante oferece vista da baía. A icônica face de palhaço na entrada é assustadora e fotogênica. Funciona principalmente aos finais de semana.
18. Melbourne Cricket Ground (MCG): Maior estádio da Austrália (100.000 lugares). Tours guiados incluem museu do esporte australiano, vestiários e campo. Durante temporadas de AFL ou críquete, assista a uma partida – experiência cultural única. Tours: AUD 32.
19. Melbourne Zoo: Zoológico histórico desde 1862 com mais de 320 espécies. Destaques: Trail of the Elephants, orangotangos de Sumatra, e claro, cangurus e coalas. Localização: Parkville, 4 km ao norte do CBD. Ingressos: AUD 42 adultos.
20. ACMI (Australian Centre for the Moving Image): Museu interativo dedicado a cinema, TV, videogames e arte digital. Exposições interativas, exibições de filmes, arcade vintage. Entrada gratuita para exposição permanente. Localização: Federation Square.
Intercâmbio e Trabalho em Melbourne
Melbourne é uma das cidades estudantis mais populares do mundo, regularmente ranqueada entre as melhores para estudantes internacionais pela QS Best Student Cities. A cidade abriga universidades de prestígio como University of Melbourne, Monash University e RMIT, além de dezenas de escolas de inglês de qualidade.
Por Que Fazer Intercâmbio em Melbourne
A cidade oferece combinação ideal para intercambistas: educação de alta qualidade, ambiente multicultural e acolhedor, segurança, qualidade de vida excepcional e oportunidades de trabalho part-time para estudantes. Diferente de outras cidades australianas, Melbourne tem custo de vida ligeiramente mais baixo que Sydney e Gold Coast.
O multiculturalismo é real aqui: mais de 30% dos residentes nasceram fora da Austrália, segundo dados do Australian Bureau of Statistics. Isso cria ambiente acolhedor para brasileiros, com menos choque cultural que em cidades mais homogêneas.
Tipos de Visto Para Estudar
Student Visa (subclass 500): Permite estudar em cursos registrados por mais de 12 semanas. Você pode trabalhar até 48 horas quinzenais durante as aulas e horas ilimitadas durante férias. Taxa do visto: AUD 710 (R$ 3.017). Requisitos: carta de aceitação de instituição australiana, seguro saúde OSHC, comprovação financeira.
Work and Holiday Visa (subclass 462): Para brasileiros de 18-30 anos que querem trabalhar e viajar por até 12 meses. Cota anual limitada (geralmente esgota rápido). Permite trabalhar para o mesmo empregador por até 6 meses e estudar por até 4 meses. Taxa: AUD 635 (R$ 2.699).
Trabalhar Legalmente em Melbourne
O salário mínimo australiano é um dos mais altos do mundo: AUD 23,23 por hora a partir de 2026, conforme Fair Work Ombudsman. Fins de semana e feriados pagam 150-200% do valor normal (penalty rates).
Áreas que mais empregam brasileiros:
- Hospitalidade: cafés, restaurantes, hotéis (dishwasher, kitchen hand, waiter)
- Limpeza: residências, escritórios, hotéis
- Construção civil: laborer, pintor (requer habilidades)
- Supermercados: reposição, caixa
- Agricultura: fruit picking (fora de Melbourne, mas comum para juntar dinheiro)
- Cuidados: babá, cuidador de idosos (requer inglês melhor)
Sites para procurar emprego: Seek.com.au, Indeed.com.au, Gumtree (para trabalhos mais casuais), grupos de brasileiros no Facebook.
Custo de Vida Para Intercambista
Um intercambista em Melbourne gasta em média AUD 1.800-2.500 por mês (R$ 7.650-10.625), incluindo aluguel em shared accommodation, alimentação, transporte, e lazer moderado. Trabalhando 20 horas semanais no salário mínimo, você ganha aproximadamente AUD 1.860 por mês (antes de impostos), cobrindo boa parte das despesas.
Breakdown de custos mensais:
- Aluguel em quarto compartilhado: AUD 600-900 (R$ 2.550-3.825)
- Alimentação: AUD 400-600 (R$ 1.700-2.550)
- Transporte (Myki Pass mensal): AUD 170 (R$ 722)
- Celular: AUD 30-50 (R$ 127-212)
- Lazer e extras: AUD 300-500 (R$ 1.275-2.125)
- Seguro saúde OSHC: AUD 55-60 (R$ 234-255)
Combinando Melbourne com Outros Destinos

Melbourne funciona perfeitamente como base ou ponto de partida para explorar outras regiões da Austrália e até países vizinhos. Se você veio de tão longe, vale aproveitar para conhecer mais.
Melbourne + Sydney (8-10 dias)
A combinação mais clássica. São 880 km de distância, com voos diários de 1h30. Companhias low-cost como Jetstar e Tigerair cobram a partir de AUD 80 (R$ 340) em promoções. Sugestão: 4-5 dias em Melbourne + 4-5 dias em Sydney. Se tiver mais tempo, pegue a rota de carro pela costa (Princes Highway), parando em praias desertas – leva 9-10 horas mas é lindo. Para dicas sobre Sydney, confira nosso guia completo de Sydney.
Melbourne + Tasmânia (10-12 dias)
Tasmânia é a ilha ao sul da Austrália, conhecida por natureza intocada, trilhas espetaculares e vida selvagem única. Voos Melbourne-Hobart levam 1h15 e custam a partir de AUD 120 (R$ 510). Alternativamente, o Spirit of Tasmania é ferry que faz a travessia durante a noite, levando seu carro junto – experiência única. Sugestão: 5 dias Melbourne + 5-7 dias Tasmânia.
Melbourne + Nova Zelândia (14-18 dias)
Nova Zelândia fica a “apenas” 3-4 horas de voo de Melbourne. Muitos brasileiros aproveitam para conhecer os dois países na mesma viagem. Voos para Auckland ou Christchurch custam a partir de AUD 250 (R$ 1.062). Você precisa de visto neozelandês separado (NZeTA, online, NZD 23). Sugestão: 5-6 dias Melbourne + 8-12 dias Nova Zelândia (Ilha Norte e/ou Ilha Sul).
Perguntas Frequentes Sobre Viagem a Melbourne
É obrigatório ter visto para brasileiros visitarem Melbourne?
Sim, todos os brasileiros precisam de visto para entrar na Austrália, sem exceções. O eVisitor (subclass 651) é gratuito, 100% online e permite permanência de até 90 dias para turismo. O processo leva de 24 horas a 2 semanas. Você deve solicitar através do site oficial do Departamento de Imigração Australiano. O visto é eletrônico e fica vinculado ao seu passaporte – não há carimbo ou adesivo físico.
Quanto tempo ideal para conhecer Melbourne?
O ideal são 5 a 7 dias para conhecer Melbourne com tranquilidade e fazer pelo menos um bate-volta importante como Great Ocean Road ou Phillip Island. Com 3 dias você vê o essencial da cidade mas fica corrido. Se tiver 10 dias ou mais, combine Melbourne com Sydney ou inclua múltiplos bate-voltas (Great Ocean Road, Phillip Island, Dandenong Ranges, Yarra Valley).
Melbourne é muito cara para brasileiros?
Comparada ao Brasil, sim – a Austrália tem custo de vida elevado. Um viajante econômico gasta cerca de R$ 550-635 por dia (hostel, supermercado, transporte público). Perfil intermediário: R$ 1.060-1.360 por dia (hotel 3 estrelas, restaurantes, algumas atrações pagas). No entanto, Melbourne é mais barata que Sydney, e há muitas atrações gratuitas: NGV, Royal Botanic Gardens, Free Tram Zone, praias, arte de rua. Com planejamento, dá para aproveitar muito gastando relativamente pouco.
Qual a melhor época do ano para visitar Melbourne?
Outono (março a maio) oferece o melhor custo-benefício: clima agradável 10-20°C, menos turistas, preços menores, e você pega o Grand Prix de F1 em março. Verão (dezembro a fevereiro) é alta temporada, mais quente (20-30°C) e ideal para praias, mas tudo custa mais caro. Primavera (setembro a novembro) é linda com flores e temperaturas amenas. Inverno (junho a agosto) é a baixa temporada – frio (6-14°C), mas preços excelentes.
Melbourne é segura para turistas brasileiros?
Sim, Melbourne é considerada uma das cidades mais seguras do mundo. A taxa de criminalidade é baixa e violência contra turistas é extremamente rara, segundo o Australian Bureau of Statistics. Cuidados básicos são suficientes: não deixe pertences sem vigilância em praias ou cafés, atenção em transporte público lotado, evite áreas desertas tarde da noite. Golpes contra turistas são raros. O número de emergência australiano é 000 (polícia, bombeiros, ambulância).
Existem voos diretos do Brasil para Melbourne?
Não, não há voos diretos entre Brasil e Melbourne. Todas as rotas fazem pelo menos uma conexão, geralmente em Santiago (LATAM), Buenos Aires, Doha (Qatar Airways), Dubai (Emirates) ou Auckland. O tempo total de viagem varia entre 24 e 32 horas dependendo da duração da escala. A rota mais popular entre brasileiros é via Santiago com LATAM, com conexão de 3-5 horas.
Vale a pena alugar carro em Melbourne?
Para circular no centro de Melbourne, não vale a pena – o transporte público é excelente, eficiente e a Free Tram Zone torna deslocamentos gratuitos no CBD. Estacionamento no centro é caro (AUD 20-50 por dia) e congestionamento é comum em horários de pico. PORÉM, para Great Ocean Road definitivamente vale alugar carro pela flexibilidade de parar onde quiser e não ficar preso ao cronograma de tours. Atenção: Austrália tem mão inglesa (dirige-se do lado direito do carro, no lado esquerdo da rua) – pode ser desafiador inicialmente.
O que fazer de graça em Melbourne?
Melbourne tem dezenas de atrações gratuitas: National Gallery of Victoria (coleção permanente), Royal Botanic Gardens, State Library of Victoria, arte de rua em Hosier Lane, Free Tram Zone no CBD, Federation Square, praias (St Kilda, Brighton), Shrine of Remembrance, caminhada pela margem do Yarra River, Queen Victoria Market (entrada gratuita, paga-se apenas o que comprar), St Kilda Pier e colônia de pinguins ao pôr do sol. Você pode passar dias inteiros aproveitando Melbourne gastando apenas com alimentação e transporte.
Preciso da vacina de febre amarela para Melbourne?
Sim, absolutamente obrigatório. O Brasil é considerado país endêmico para febre amarela, e a Austrália exige Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) de todos os viajantes vindos dessas regiões, conforme regras do Departamento de Saúde Australiano. A vacina deve ser tomada com pelo menos 10 dias de antecedência. Sem o certificado, você pode ser impedido de embarcar no Brasil ou deportado ao chegar na Austrália. A vacina pode ser tomada gratuitamente em postos da ANVISA ou UBS em todo o Brasil. O certificado é vitalício – não precisa repetir a vacina se já tiver.
Dá para ver cangurus e coalas em Melbourne?
Sim! No Melbourne Zoo você vê ambos em habitats naturais. Coalas também podem ser avistados em algumas áreas do Great Otway National Park na Great Ocean Road (olhe para o alto das árvores de eucalipto). No Phillip Island Koala Conservation Centre você os vê de pertinho em passarelas elevadas. Cangurus são mais difíceis de ver em Melbourne cidade, mas abundantes em áreas rurais ao redor – qualquer passeio para fora da cidade aumenta suas chances.
Como funciona o transporte público em Melbourne?
Melbourne tem sistema integrado de trams (bondes), trens e ônibus, todos usando o cartão Myki (AUD 6 + crédito). Você toca o cartão ao entrar e sair de trens/ônibus, e apenas ao entrar em trams. A Free Tram Zone no CBD permite viagens gratuitas de tram na área central sem tocar o cartão. Tarifa de 2 horas custa AUD 5,70, diária AUD 11,40 (depois desse valor viagens são gratuitas no mesmo dia). Use o app PTV para planejar rotas. Multa por viajar sem Myki válido: AUD 278.
Quanto custa comer fora em Melbourne?
Café da manhã em café: AUD 15-25 (R$ 64-106). Almoço casual: AUD 20-35 (R$ 85-148). Jantar em restaurante médio: AUD 40-70 por pessoa (R$ 170-295). Um flat white (café típico): AUD 4-6 (R$ 17-25). Comida de rua no Queen Victoria Market: AUD 12-20 (R$ 51-85). Supermercado (refeição preparada por você): AUD 8-15 (R$ 34-64). Melbourne tem ótimas opções econômicas como food courts asiáticos, Chinatown e mercados.
É fácil se comunicar em inglês em Melbourne?
O inglês australiano tem sotaque único e gírias próprias (slang), mas é compreensível. Os australianos geralmente falam rápido e usam abreviações (“brekky” = breakfast, “arvo” = afternoon). Com inglês intermediário você se vira bem. Muitos setores de turismo (hotéis, tours) têm funcionários acostumados com sotaques internacionais. Apps de tradução ajudam quando necessário. A comunidade brasileira em Melbourne é grande – você encontrará compatriotas em hostels, escolas de inglês e grupos no Facebook.
Melbourne é boa para intercâmbio?
Excelente! Melbourne é regularmente ranqueada entre as melhores cidades estudantis do mundo. Tem universidades de prestígio (University of Melbourne, Monash), dezenas de escolas de inglês de qualidade, ambiente multicultural acolhedor, segurança, ótima qualidade de vida e oportunidades de trabalho part-time (estudantes podem trabalhar 48h quinzenais). O custo de vida é mais baixo que Sydney. A cidade oferece equilíbrio perfeito entre estudos, trabalho e qualidade de vida.
Posso trabalhar com visto de estudante em Melbourne?
Sim! O Student Visa (subclass 500) permite trabalhar até 48 horas quinzenais (24h por semana em média) durante o período de aulas, e horas ilimitadas durante férias escolares oficiais. O salário mínimo é AUD 23,23 por hora – trabalhando 20h semanais você ganha cerca de AUD 1.860 por mês (antes de impostos), suficiente para cobrir boa parte das suas despesas. Brasileiros geralmente trabalham em cafés, restaurantes, limpeza, supermercados e construção.
Checklist Final: Prepare Sua Viagem a Melbourne
Para garantir que você não esqueça nada importante, preparei este checklist dividido por período antes da viagem:
3 Meses Antes da Viagem
- ✅ Solicitar visto australiano eVisitor no site oficial
- ✅ Comprar passagens aéreas (quanto antes, melhores os preços)
- ✅ Tomar vacina de febre amarela
- ✅ Solicitar Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) na ANVISA
- ✅ Pesquisar e pré-reservar hospedagem (especialmente se viajar em alta temporada)
- ✅ Se for alugar carro, solicitar Permissão Internacional para Dirigir (PID) no Detran
1 Mês Antes da Viagem
- ✅ Confirmar e pagar hospedagem definitiva
- ✅ Contratar seguro viagem com cobertura mínima USD 50.000
- ✅ Comprar chip internacional ou eSIM (Airalo, Holafly)
- ✅ Reservar tours importantes (Great Ocean Road, Phillip Island) se preferir organizado
- ✅ Providenciar cartão internacional pré-pago (Wise, Nomad, C6)
- ✅ Avisar seu banco sobre viagem internacional para evitar bloqueio de cartões
- ✅ Comprar adaptador de tomada tipo I (3 pinos chatos)
1 Semana Antes da Viagem
- ✅ Confirmar todas as reservas (hotel, tours, voos)
- ✅ Baixar apps essenciais: PTV, Google Maps, Uber, Myki Mobile
- ✅ Trocar R$ 500-1.000 em dólares australianos para emergências
- ✅ Carregar cartões pré-pagos com valor estimado da viagem
- ✅ Imprimir documentos importantes: visto, reservas, certificado de vacina, passagens
- ✅ Fazer mala conferindo clima da época (camadas de roupa são essenciais)
- ✅ Verificar validade do passaporte (mínimo 6 meses)
- ✅ Separar documentos em pasta organizada de fácil acesso
No Dia do Embarque
- ✅ Passaporte válido
- ✅ Visto impresso (pelo menos 2 cópias)
- ✅ Certificado Internacional de Vacinação
- ✅ Comprovantes de hospedagem
- ✅ Passagem de volta (comprovante impresso)
- ✅ Comprovantes financeiros (extratos, cartões)
- ✅ Seguro viagem (apólice impressa)
- ✅ Adaptador de tomada na bagagem de mão
- ✅ Celular carregado com apps instalados
- ✅ Dinheiro em espécie (AUD 300-500)
Conclusão: Melbourne Espera Por Você
Melbourne é uma cidade que surpreende e encanta. Diferente dos cartões-postais óbvios de outras metrópoles, sua beleza está nos detalhes: no café perfeito servido por um barista apaixonado, na arte de rua que muda a cada semana, nos jardins impecáveis onde melbournianos fazem piquenique aos domingos, na energia criativa que pulsa em cada bairro.
Durante minha trajetória ajudando viajantes brasileiros a conhecerem o mundo – e você pode conferir outros destinos incríveis em nossos guias de Paris, Londres ou Tóquio – percebi que Melbourne tem algo especial: ela não tenta impressionar, ela simplesmente é autêntica. E essa autenticidade conquista.
Prepare-se para uma viagem a Melbourne que vai muito além de marcar itens em uma lista turística. Prepare-se para tomar o melhor café da sua vida, caminhar por becos repletos de arte, sentir a emoção de ver os Twelve Apostles pela primeira vez, observar pinguins retornando do mar ao pôr do sol, e entender por que esta cidade foi eleita a melhor do mundo para se viver.
Com todas as informações deste guia – visto, orçamento, roteiros, transporte, atrações e dicas práticas – você está pronto para planejar sua viagem com confiança. Melbourne espera por você com seus cafés, seus jardins, suas praias e sua energia única. E eu tenho certeza: você vai se apaixonar.
Boa viagem!




